Mostrar mensagens com a etiqueta Barbeito. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Barbeito. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Todos os anos há um "big fortified tasting" no centro de Londres

     Quando tem início o ciclo do b.f.t. ou big fortified tasting 2019, com o anúncio da abertura de inscrições e reservas para expositores participantes e interessados neste importante acontecimento, que se destina apenas a visitantes profissionais (on trade, off trade e imprensa), num momento de planeamento da agenda de actividades para o próximo ano, ficamos a conhecer um pouco melhor esta mostra.

com permissão the b.f.t.

     The b.f.t., de que se trata?

    É um acontecimento que se realiza anualmente, no centro de Londres, que teve início em 2010, e que ano após ano rapidamente se tornou num acontecimento com enorme sucesso, que é hoje uma referência mundial e a maior mostra especializada e dedicada exclusivamente a vinhos fortificados de todo o mundo. Actualmente, é um evento imperdível, uma excelente oportunidade para conhecer e dar a conhecer a grande diversidade e os diferentes estilos de vinhos fortificados, assim como para reforçar a sua notoriedade e reconhecimento, posicionamento e qualidade, o que é sempre de valorizar. Esta oportunidade de promoção vale não só para o mercado britânico, mas também num âmbito muito mais alargado, considerando a visibilidade do evento.

    É visitado por pessoas interessadas e que têm à partida o propósito específico de provar e conhecer vinhos fortificados, sem a dispersão e a falta de visibilidade que acontece inevitavelmente nas mostras mais gerais e alargadas a todo o tipo de  vinhos.

     Este é um evento que tem como destinatários privilegiados os visitantes profissionais, sejam ligados à hotelaria e restauração, importadores e empresas de distribuição, sommeliers, críticos e jornalistas.


com permissão the b.f.t.

    Os dados que definem o b.f.t., a mensagem da última edição


    A última edição do b.f.t., que foi a 8.ª, decorreu no passado mês de Maio de 2018, na Church House, em Westminster, na cidade de  Londres.
   Para se perceber o alcance actual deste acontecimento, consideremos os seguintes dados:


    Nesta edição houve um total de 637 registos, dos quais mais de 400 visitaram o evento.
    Em termos aproximados, a divisão e constituição dos visitantes foi a seguinte:

  • 45% off-trade, grandes comerciantes de vinho do mercado britânico, como por exemplo, Berry, Bros. & Rudd, Corney & Barrow, assim como outros vários importantes comerciantes com menor dimensão como Vintage Wine & Port, Oxford Wine Company e retalhistas como Wine Society, Waitrose e Fortnum & Mason;
  • 27% on-trade, os responsáveis de restaurantes como "The Fat Duck", "Bar Douro", "Petrus" e "Tate", bares como "Ritz" e "Wine Social & Tapas" e "The Port House", clubes londrinos e colégios de universidades;
  • Os restantes 28% foram constituídos por comerciantes e imprensa generalista e especializada (entre outros, Sunday Times, The Independent, Yorkshire Post, Decanter, Fine Wine Magazine), críticos de vinhos, jornalistas e bloggers (por exp., Julia Harding que integra as "Purple Pages" de Jancis Robinson, Richard Mayson, Alex Liddell e Neal Martin), formadores do WSET e outros formadores independentes, consultores de restaurantes, empresas de relações públicas e as principais casas leiloeiras de Londres.
com permissão the b.f.t.

    Os produtores nacionais em detalhe

    Nesta edição houve uma grande presença de produtores e vinhos nacionais, com uma apresentação alargada dos diversos tipos de vinhos fortificados produzidos em Portugal. Uma forte representação dos vinhos da Madeira, com a participação de 6 casas produtoras e exportadoras, com o apoio e co-financiamento fundamental do IVBAM (Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira) que assim pretende reforçar a aposta no mercado britânico, que em 2017 foi o mais importante para o vinho da Madeira em valor.

    Alguns dos produtores de vinho do Porto, apresentaram e deram a conhecer em primeira mão, os seus mais recentes vintages de 2016, a mais recente declaração de Porto vintage clássico: Quinta das Lamelas, Sandeman, Offley, Quevedo Porto, Barros, Burmester, Calém e Kopke.


com permissão the b.f.t.

   De um total de 290 vinhos fortificados em prova (com origem em Portugal, Espanha, França e Austrália), 206 (71%) com origem em Portugal e assim distribuídos:

    144 vinhos do Porto, 50 vinhos da Madeira, 9 moscatel de Setúbal e 3 vinhos fortificados de outros estilos, que por sua vez representavam um total de 55 marcas de vinhos, 24 de vinho do Porto, 7 de vinho da Madeira, 3 de moscatel de Setúbal e 1 de outro estilo de vinho, que foram apresentados por um total de 43 produtores nacionais, dos quais 18 de vinho do Porto, 6 de vinho da Madeira, 2 de moscatel de Setúbal e 1 de outros vinhos fortificados.

    Para além da apresentação de vinhos, a mostra compreende também na sua programação interessantes e instrutivas provas especiais com apresentações comentadas, que constituem as "Masterclasses", entre outras não menos interessantes, registamos "Niepoort, dawn of a new vintage", em que Dirk Niepoort explicou a arte de combinar os diferentes vinhos da mesma colheita para a criação de um Porto vintage, "Barbeiro, new challenges and projects: a view from 1981 to 2017", uma viagem por diferentes categorias e estilos dos vinhos da Madeira deste produtor.

com permissão the b.f.t.

     Temos também que referir que, ao contrário da aposta empenhada e comprometida do IVBAM que já mencionamos, o IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto) até agora não tem considerado e assumido este acontecimento como uma oportunidade para promoção dos vinhos do Porto, não tanto para os grandes produtores de renome, mas sobretudo para o apoio a pequenos produtores engarrafadores que conseguiriam aqui uma excelente oportunidade para se apresentarem e aos seus vinhos, enriquecendo a diversidade e o conjunto dos vinhos do Porto em participação.

    O mesmo se diga de outros vinhos fortificados portugueses, originais e únicos, estou a lembrar-me do vinho de Carcavelos e do incentivo fundamental da Câmara Municipal de Oeiras para que este vinho não desapareça.

    A próxima edição, The b.f.t. 2019

    Em 2019, o principal objectivo da organização é o aumento do número de visitantes, que se manterá unicamente para visitantes profissionais e não aberto ao público em geral e consumidores individuais, excepto para os convidados dos participantes.
    A data prevista para a sua realização é 16 de Abril de 2019, decorrerá na Church House, em Londres. Mais cedo do que tem sido habitual em anos anteriores para corresponder a uma maior disponibilidade de participantes.
    A organização tem ainda em conta os casos especiais de pequenos produtores para soluções individualizadas de partilha de espaços nesta mostra.


com permissão the b.f.t.

    As opiniões...

    Na opinião de Óscar Quevedo (Quevedo Port Wine), participante na última edição: "a participação no b.f.t. é a melhor forma de dar a provar e expôr os nossos vinhos do Porto à imprensa e compradores do Reino Unido. Uma prova organizada de forma imaculada e com um enorme foco no vinho do Porto. Um evento que o IVDP deveria muito seriamente pensar em organizar uma participação conjunta.".

    Maria Pinto (Quinta das Lamelas/Lamelas Wines), que participou conjuntamente com outro produtor engarrafador do Douro, a Quinta do Mourão, refere que "estamos muito satisfeitos com o evento, desde a organização, visibilidade e público convidado", e que "recomendaríamos a outros produtores, principalmente os mais pequenos produtores engarrafadores.".

    "Uma prova excepcionalmente boa", Dirk Niepoort.

    "As pessoas vêm cá com o estado de espírito de que vão provar vinhos fortificados e penso que isso são muito boas notícias.", Johnny Graham (Churchill's).


    Para mais informações e registo: thebft.co.uk


    As fotografias utilizadas na presente publicação foram gentilmente cedidas pela b.f.t, a quem deixamos o nosso agradecimento.



©hsm

quarta-feira, 8 de março de 2017

14.ª Essência do Vinho Porto

A fortified tour and many good distractions




    The end of February in Porto is always a perfect opportunity to get to know and taste many good wines from Portuguese producers (and others of course), many presented by the producers themselves, not only in the “Essência do Vinho” this year’s edition, in Palácio da Bolsa, announcing 3,000 wines and 350 producers, but also taking advantage of the "Simplesmente Vinho", an "independent and alternative" event this year in its 5th edition, which takes place at a short distance (in the warehouses of the Casa do Cais Novo) and on the same date.

    In any case, too many good wines and so little time...

    In order not to make this experience too intense, of course the ideal would be to visit these events in more than just one day, but to make the most of the available time, my advice is to predefine a purpose (to taste, for example, fortified wines, sparkling wines, new releases, wines or producers that we do not yet know or regions that we know less well, special categories, etc.).

    An intense wine tasting afternoon, but there’s always many many more wines that certainly deserved our attention, at least until the next opportunity.

    The wines tasted:



Uma visita fortificada com muitas distracções


    O final do mês de Fevereiro no Porto é sempre uma oportunidade perfeita para conhecer e provar muitos vinhos de produtores portugueses (e não só), muitos apresentados pelos próprios produtores, não só na edição da Essência do Vinho, no Palácio da Bolsa, que anuncia 3.000 vinhos e 350 produtores, mas também aproveitando a realização do evento “Simplesmente Vinho”, manifestação “independente e alternativa” este ano na 5.ª edição e que ocorre a curta distância (nos armazéns da Casa do Cais Novo) e na mesma data.

    Em todo o caso, demasiados vinhos bons e tão pouco tempo…

    Para não tornar esta experiência menos intensa, claro que o ideal seria reservar mais do que apenas um dia, mas para aproveitar melhor o tempo disponível, o meu conselho é definir previamente um propósito (por exemplo, vinhos fortificados, vinhos espumantes, novos lançamentos, vinhos ou produtores que ainda não conhecemos ou regiões que conhecemos menos bem, categorias especiais, etc.).

    Uma tarde intensa de provas, com a certeza de que ficam sempre muitos vinhos que mereceriam a nossa atenção, pelo menos até à próxima oportunidade.


Os vinhos provados:


IVBAM (Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira);
The friendly representatives of the IVBAM at the EV, joined the tasting which started with Justino's Madeira Verdelho 10 Year Old, Henriques & Henriques Boal 10 Year Old, Justino's Malvasia 10 Year Old and the Madeira wines by Ricardo Diogo Freitas, Barbeito 10 years Malvasia (which distinguished itself from the other 10 years Malvasia proposals, being more intense and aromatic, perhaps the Malvasia de São Jorge) and Barbeito 30 years Malvasia "Vó Vera" (in the EV top 10 of the Portuguese wines).

As simpáticas representantes do IVBAM na EV, juntaram-se à prova, que começou com Justino’s Madeira Verdelho 10 Year Old, Justino’s Boal 10 Year Old, Henriques & Henriques Boal 10 Year Old, Justino’s Malvasia 10 Year Old e os vinhos Madeira de Ricardo Diogo Freitas, Barbeito 10 anos Malvasia (distingue-se das propostas 10 anos Malvasia de outros produtores, por ser mais intenso, talvez da Malvasia de São Jorge) e o Barbeito 30 anos Malvasia “Vó Vera” (no top 10 dos vnhos portugueses da EV este ano).

Madeira Wine Company,  Blandy´s;
Blandy’s Sercial 10 Years, Blandy’s Malvasia 10 Years, Blandy’s 2008 Harvest Malvasia, Blandy’s Terrantez 20 Years (um dos meus favoritos) e o frasqueira Blandy’s Verdelho 1979 (em 2016, ganhou o Madeira Trophy do Wine & Spirit Competition).



From the Madeira wines magic to the Douro wines...

Da magia dos vinhos da ilha da Madeira para o Douro…

Quinta da Romaneira (Douro);
Sino da Romaneira branco 2015, Quinta da Romaneira Reserva branco 2015, Quinta da Romaneira rosé 2015 (Tinta Roriz e Touriga Francesa), R de Romaneira tinto 2013, Quinta da Romaneira tinto 2012 (Touriga Nacional, Touriga Francesa e Tinto Cão, com várias classificações superiores a 90/100 pts., em revistas internacionais), Quinta da Romaneira Touriga Nacional, Quinta da Romaneira Syrah, Quinta da Romaneira Petit Verdot (vinho monocasta PV, que penso ser experiência única no Douro e o resultado da visão descomplexada de António Agrellos quanto à utilização de castas estrangeiras no Douro) e Quinta da Romaneira Reserva tinto 2012.
Quinta da Romaneira LBV 2012 unfiltered, Quinta da Romaneira Tawny 10 anos e Quinta da Romaneira vintage 2011.

Caves Transmontanas;
Os vinhos espumantes DOC Douro Vértice, do melhor que Portugal produz nesta categoria: Vértice Cuvée, Vértice Millésime (delicioso), Vértice Gouveio (fresco e muito elegante), Vértice Chardonnay e o mais recente Vértice Pinot Noir.

Quinta do Vallado;
Vallado Prima (100% Moscatel Galego), Quinta do Vallado Reserva Branco, Quinta do Valado Tinta Roriz e Quinta do Vallado Touriga Nacional.
Vallado Adelaide Vintage Porto 2014.

Quinta Vale D. Maria;
Quinta Vale D. Maria tinto 2012 (93/100pts Wine Enthusiast)

Quinta de Foz de Arouce (Beiras);
Vinhos da região das Beiras: Quinta de Foz de Arouce tinto 2012 e Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2013 (um grande vinho), vinhos diferentes com um carácter muito próprio.

Quinta da Touriga Chã (Douro);
Puro Quinta da Touriga tinto 2013 e Quinta da Touriga Chã tinto 2013.



Caminhos Cruzados (Dão);
Os vinhos deste muito recente projecto do Dão; Titular Colheita branco 2015, Titular Encruzado e Malvasia Fina 2015, Titular Encruzado 2014, Titular Alfrocheiro tinto 2014 (impressivo e com carácter), Titular Jaen tinto 2014 (equilibrado, fino e elegante), Titular Touriga Nacional 2013 (fresco e com as notas florais típicas da casta), Titular Reserva tinto 2013 (com Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz, complexo, suave e elegante).

Niepoort (Douro);
Apresentados por Nick Delaforce, Redoma branco 2015 e Tiara branco 2015, antes dos fortificados, Niepoort Moscatel do Douro (extraordinário e original), Niepoort 10 Years Old White e Niepoort Vintage 2015 "cask sample". Parece que a decisão está tomada na Niepoort quanto à declaração da colheita de 2015 como vintage clássico.



Churchill Graham (Douro);
Churchill's 10 Years Old Tawny (com o estilo mais seco da Churchill's), Churchill's 30 Years Old Tawny (lançado recentemente), Churchill's Quinta da Gricha Vintage Port 2013 e Churchill's Vintage Port 2014 (também lançado no final do ano passado).

Wine & Soul (Douro);
Manoella tinto, Quinta da Manoella VV tinto e Pintas Tawny 10 anos.

Susana Esteban (Alentejo);
Outra aventura recente nos vinhos do Alentejo; Aventura branco 2015 e Aventura tinto 2015 (frutado, suave e polido).



Quinta de São José (Douro);
Os vinhos de João Brito e Cunha; Flôr de S. José branco 2015, Quinta de S. José tinto 2014 e S.J Vintage Port Single Quinta 2012.

©HSM