quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

The 2016 classic Vintage Port

EN/PT


The 2016 Vintage Port comprehensive list, the producer's and their notes.



     The 4th classic vintage Port of this century, 5 year after the extraordinary 2011 vintage ports, and after all the doubts and indecisions among winemakers and producers regarding a possible 2015 vintage declaration, which nevertheless was a year with very good conditions to produce vintage Port, we now have the 2016 vintage declaration.
    It was the result of a very difficult, demanding and challenging wine year for winegrowers, in which their experience and knowledge of the vineyards was absolutely fundamental to the critical decision of the right moment to harvest.

    To understand these wines (and in fact all wines) it is necessary to know all the peculiarities of the wine year that originated them. see more information: the douro 2016 harvest report

    Despite the number of the 2016 vintages declared, that we have recorded so far (92), however, it seems clear that, also taking into account the 2015 vintage Port declaration and although we are always within the scope of a classic generalized and comprehensive declaration, considering the number of producers who declared the 2016 vintage with their mains brands and the indisputable extraordinary quality of these wines, there were also important exceptions, houses that took the option of not declaring 2016 (such as Ramos Pinto) thus assuming the 2015 declaration preference, and others that reserved their main brands for the 2015 declaration (such as Niepoort and Alves de Sousa), facts that did not occur in the 2011 classic vintage declaration.

    In 2016, the quantity of vintage Port produced was lower, a consequence of the wine year characteristics, but also the commercial strategy of the main reputed companies to progressively value this special Port wine category, with the consequent price increase. This trend began to be noticed with the 2011 vintage Ports and after almost a quarter of a century (since the end of the 1980's) in which demand had slowed.

    We also have news, companies that declared their first vintage Port or new vintage Port brands, the first editions: Dona Otília - Ferreira Porto Vintage Vinhas Velhas - Quinta da Água Alta - Quinta do Pôpa - Quinta dos Lagares - Talentvs Quinta Seara D'Ordens.

    The list details:


Our thanks to the companies who collaborated in this publication with all the information provided.

(please send further relevant information to: ptopwine@gmail.com)



A lista completa dos Porto Vintage 2016, os produtores e as suas notas


    O 4.º vintage clássico deste século, 5 anos depois do extraordinário vintage de 2011 e de assistirmos a todas as dúvidas e indecisões entre produtores e enólogos relativamente à declaração vintage do ano de 2015, que apesar de tudo, foi um ano com excelentes condições para a produção de Porto vintage, temos a declaração de 2016.

    Foi o resultado de um ano vitivinícola muito dificíl, exigente e desafiante para os produtores, em que foi indispensável toda a sua experiência e conhecimento da vinha na decisão do momento certo da vindima.    
    Para compreender estes vinhos (como todos os vinhos) é preciso conhecer as peculiaridades do ano que os originou. mais informação em:douro, o relatório da vindima 2016 .

    Apesar do número de vintages declarados que registamos até agora (91), no entanto, parece claro que, considerando também as declarações vintage em 2015, apesar de estarmos sempre perante uma declaração clássica de âmbito muito alargado e generalizado pelo grande número de produtores que declararam vintage em 2016 com as suas principais marcas e pela extraordinária qualidade dos vintages apresentados, houve importantes excepções, casas que assumiram a opção clara de não declarar 2016 e a preferência por 2015 (como a Ramos Pinto) e outras que reservaram as principais marcas para a declaração de 2015 (Niepoort e Alves de Sousa), o que não aconteceu na última declaração clássica de 2011.

    Em 2016 a quantidade de Porto vintage produzido foi menor, consequência das circunstâncias especificas do ano vitícola, mas também a estratégia comercial de muitas casas produtoras para a valorização progressiva desta categoria especial de vinho do Porto e o consequente aumento de preços. Esta tendência de valorização começou a ser marcada pelos vintages de 2011, depois de quase um quarto de século (desde finais dos anos 80 do século passado), em que a procura tinha abrandado.

    Existem também novidades nesta declaração, casas produtoras que declararam vintage pela primeira vez, assim como casos de primeiras edições: Dona Otília - Ferreira Porto Vintage Vinhas Velhas - Quinta da Água Alta - Quinta da Oiveirinha - Quinta do Pôpa - Quinta dos Lagares e Talentvs Quinta Seara D'Ordens.



  O nosso agradecimento às empresas que colaboraram nesta publicação com as informações e os esclarecimentos prestados.

(para envio de informação complementar, que agradecemos: ptopwine@gmail.com)

©Hugo Sousa Machado



    

domingo, 20 de janeiro de 2019

Dirk Niepoort dixit...

EN/PT


    The opinion of Port and Douro wine producer Dirk Niepoort on the Port wine sector, a current and lucid view:

    "One of the problems of the Port wine sector is that the Port houses want to "democratize" this wine as a way to develop their business. Democratizing is important in everything, but here democratization becomes trivialization. I would like to see Port as a "snob" and old-fashioned product, even elitist, but not banalized, which is what is becoming when ways are invented to get people to drink at any moment cheap Port. The future of Port wine is inseparable from the Douro wine and the Douro region future. In my view, we should reduce the quantity of Port wine produced, leave the excessive dependence we have on the cheap Port wines sold in supermarkets and focus on the higher Port wine categories (as is the case of the Colheita Ports), increase the overall quality and, consequently, increase prices. Port wine should be regarded as something very special, rare and desirable, that is not for everyone and not for everyday.".

    (in "Vinhos Grandes Escolhas" magazine, n.º 17, September issue).

    A opinião de Dirk Niepoort sobre o sector do vinho do Porto, uma perspectiva actual e lúcida:

    "Um dos problemas do sector do vinho do Porto são as casas quererem "democratizar" este vinho como forma de desenvolver o negócio. Democratizar é importante em tudo, mas aqui a democratização transforma-se em banalização. Eu gostava mais de ver o vinho do Porto como um produto "snob" e antiquado, elitista se quisermos, mas não banalizado, do que aquilo que se está a tornar quando se inventam formas para levar as pessoas a beber um Porto barato a qualquer momento. O futuro do vinho do Porto é indissociável do Douro vinho e Douro região. A meu ver deveríamos reduzir a quantidade de vinho do Porto, deixar a excessiva dependência que temos do vinho do Porto barato para supermercados, apostar mais nas categorias superiores (como é o caso dos Colheita), aumentar a qualidade geral e, consequentemente, o preço dos vinhos. O Porto deveria ser encarado como algo de especial, raro, desejável, que não é para todos nem para todos os dias.".

    (in revista "Vinho Grandes Escolhas", n.º 17, edição de Setembro 2018).

©Hugo Sousa Machado