Mostrar mensagens com a etiqueta Quinta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Quinta. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Douro 2024 harvest field work: at Quinta Senhora do Rosário, Quevedo Wines

 EN/PT

some archive images.

    From the heights of São João da Pesqueira, the vineyard of Quinta do Rosário, a view from the winery, at an altitude of 611 meters, over sixty years old, it is the oldest vineyard, the first and emblematic, has a total area of over 12 hectares - adjoining Quinta do Cidrô owned by Real Companhia Velha - the reduced slope of its geographical location on the São João da Pesquira plateau, allows for a vertical planted vineyard, the "vinha ao alto", that marks this landscape, in which the frame of the vines follow the line of greatest slope of the terrain.

    Its name comes from the old chapel of Senhora do Rosário, dating back to 1574, next to the property.

   Although Quevedo as we know it today was founded in 1993, is now represented by the 5th generation of a family with a long tradition in viticulture and Port wine production in this region.

    The grape reception area at the entrance to the new winery - this is the second harvest of this very recent investment in the renovation and expansion of the winery and vinification center. The Touriga Nacional grape variety, great quality healthy grapes, in fact this seems to be a Touriga Nacional year in the Douro wine region, since, in general this variety has shown great quality. 






Douro, trabalho de campo, vindima 2024, na Quinta Senhora do Rosário, Quevedo

algumas imagens do arquivo

    A partir dos altos de São João da Pesqueira, a vinha da Quinta Senhora do Rosário, vista da adega, a cerca de 611 metros de altitude – com mais de sessenta anos de idade, é a vinha mais antiga, a primeira e emblemática da casa, com uma área total de pouco mais de 12 hectares - confinante com Quinta do Cidrô da Real Companhia Velha – a reduzida inclinação da sua localização geográfica, no planalto de São João da Pesqueira, permite uma "vinha ao alto" que marca esta paisagem, em que a armação da vinha segue a linha de maior declive do terreno.

    A sua designação advém da antiga capela da Senhora do Rosário - edificada em 1574 - localizada junto à quinta.

    A Quevedo, uma firma que, tal como a conhecemos hoje, apesar de ter sido fundada em 1993, é representada actualmente pela a 5.ª geração de uma família com uma antiga tradição na viticultura e na produção de vinho do Porto nesta região.  

    A área de recepção de uvas à entrada da nova adega - esta é a segunda vindima deste muito recente investimento realizado na remodelação e expansão da adega e centro de vinificação. As uvas da casta Touriga Nacional, uvas sãs e de grande qualidade – aliás, este parece ser um ano de Touriga Nacional no Douro-  em geral esta casta demonstrou grande qualidade em toda a região.


©Hugo Sousa Machado

On the same subject / sobre o mesmo assunto: 

Douro harvest field work 2023 at Van Zellers & Co.

Douro harvest field work 2023, 2nd act, at Quinta da Gricha, Churchill's


quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Douro 2021 harvest field work, at Quinta do Noval


 Rain appeared in all the Douro region on 7th September. Waiting for weather conditions to improve, it will take a few days to restart harvest works on the "Renova" vineyard at Quinta do Noval in the Pinhão river valley.

In the meantime, the vinification works continue as usual at the quinta old lagares house, exclusively for Port wines (here, the must fermenting in the lagar 5).


© Hugo Sousa Machado


sábado, 27 de julho de 2019

Veraison is here

EN/PT
Old vineyard at Quinta do Bragão (Noble & Murat), Celeirós do Douro, Pinhão river valley, Cima Corgo Douro sub-region.


   The veraison arrived in the Douro, the grape berries begin to color, the physiological phase of grape coloring.

    It is one of the important stages of grape ripening, the on-set of ripening, the moment of grape development when the grape berries begin to change color. The red grapes begin to turn from green to light red and then dark red, and in white grapes, the green becomes translucent and it assumes various shades of yellow. It is a phenomenon that can occur quickly, the color of a grape berry can change overnight.

    These obvious changes are not uniform and have their own "natural" time, since it doesn't happen at the same moment in all the vineyards, grape varieties and berries of the same bunch, usually the outer berries are the first to change color.


    At this stage of the continuous process until full ripeness and harvest time, the grape berries begin to grow in size and loose the hardness characteristic of the green fruit and gain elasticity.

    There is a progressive accumulation of sugars, the content of which increases rapidly. At the same time a progressive decrease in acidity happens (the acids in the grape reach their maximum values immediatly before the veraison starts).

    It is currently happening in  the Douro and will continue during the month of August.


    O "pintor" chegou

    Chegou o "pintor" ao Douro, os bagos das uvas começam a pintar, a época fisiológica da coloração da uva.

    É uma das fases importantes da maturação das uvas, é o começo do amadurecimento e o momento do desenvolvimento das uvas em que os bagos começam a mudar de côr. As uvas tintas, começam a passar do verde para o vermelho claro e depois vermelho escuro, e as brancas, de verde tornam-se translúcidas e assumem vários tons de amarelo. É um fenómeno que pode ocorrer rapidamente, a côr de um bago de uva pode alterar-se de um dia para o outro.


    Estas alterações óbvias não são uniformes e tem um  tempo "natural" próprio. Não ocorrem ao mesmo tempo em todas as vinhas, em todas as castas e em todos os bagos de uva do mesmo cacho, geralmente os bagos exteriores são os primeiros a mudar de côr.


    Nesta fase deste processo contínuo até à maturação plena e ao momento da vindima, os bagos de uva aumentam de tamanho, perdem a dureza característica da fruta verde e ganham mais elasticidade. Há um progressivo aumento da acumulação de açúcares, cujo teor aumenta rapidamente. Ao  mesmo tempo ocorre uma diminuição progressiva do teor de acidez (os ácidos na uva atingem os valores máximos imediatamente antes do início do "pintor").

    Está neste momento a acontecer no Douro e prolongar-se-à ainda durante o mês de Agosto.


©Hugo Sousa Machado



    


    





terça-feira, 23 de abril de 2019

Port library news (.6): the book "250 years of stories" (Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo)

EN/PT
    A book written by José Braga-Amaral, a journalist and writer with much of his bibliography dedicated to the Douro, and prefaced by Bento Amaral, the IVDP (the Douro and Port Wine Institute) Technical Services and Certification Director (in past times the Quinta Nova was owned by a great grandfather of his). The book is a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo October 2014 edition. With texts written in portuguese and english, with a wonderfull design and pagination work, reponsibility of "Omdesign", a portuguese advertising agency, several times internationally distinguished for the originality and excellence of its design.
    It's profusely illustrated, it highlights the design and the great quality of its many photographs that document the book.

Sy.nop.sys
    The book, as it would be predictable, tells us the story of the Douro, the "bad navigation river", the "rabelo" boats odyssey, the origins of the Quinta Nova designation - the chapel erected in honor of Nossa Senhora do Carmo, in one of the most dangerous points of the river navigation in times when Port wine was transported in casks downriver by boat. The characterization of the quinta location, the "site of the story", the agricultue in an isolated and inhospitable region until the end of the XIX century.

    Then the long Quinta Nova history, located on the right bank of the river Douro (in the Cima Corgo Douro sub-region), in Covas do Douro, long before the 250 years referred in the title of the book.
     The origins of the quinta itself date back to 1725, a few years later its inclusion in the first Douro demarcation as a place of premium quality wine production (the «feitoria» or boarding wines), followed by the interesting description of the several Quinta Nova owners over the years to the more recent association in 1992, to the secular Port wine house "J. W. Burmester & Ca.", founded in 1750, which invested in the winery, in the expanssion of the vineyard and in the production of Port and D.O.C. wines. The first Burmester vintage Port with the designation "Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo" was produced in 1992. Some years later, in 1999, the Burmester family made the decision to sell the company (as well as the brand) and Quinta Nova to the Amorim family. 

    We accompany the journey through the Douro and the quinta vineyard heritage: "...the landscape of Douro is a peculiar, if not unique, example of the human relationship with the natural elements...".
    A reference and description of the set of buildings that constitute the quinta, the main owners house and the winery dating from 1764, the chapel, and the connection of the quinta with the surrounding community and neighboring lands, the evolution of the vineyard and the natutral heritage and the property activities, the old orchards, the viticulture and olive growing, the traditional 80 year old vineyards, the more recent vineyards and its characteristics and the "Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo" white and red D.O.C. Douro and Port wines.





Notícias da biblioteca (.6): o livro "250 anos de histórias" (Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo"
    Um livro da autoria de José Braga-Amaral, jornalista e escritor, com boa parte da sua bibliografia dedicada ao Douro, e com prefácio de Bento Amaral, Director dos Serviços Técnicos e Certificação do IVDP, Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (em tempos a Quinta Nova foi propriedade de um bisavô seu). É uma edição da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo de Outubro de 2014. Com textos em português e inglês, com o óptimo design da responsabilidade da "Omdesign", agência de publicidade portuguesa, por diversas e consecutivas vezes distinguida em concursos internacionais, pela originalidade e excelência do seu design.
    O livro é profusamente ilustrado, destaca-se a concepção e a grande qualidade das muitas fotografias que documentam o livro.

Si.nop.se
    O livro começa por contar a história do Douro, do "rio de mau navegar", a odisseia dos barcos rabelos, a origem do nome da quinta - o da capela erigida em honra de Nossa Senhora do Carmo, num dos pontos mais perigosos da antiga navegação do rio Douro. A caracterização da localização, do "sitio da história", a agricultura numa terra isolada e inóspita até finais do século XIX.
    Depois a longa história desta quinta localizada na margem direita do rio Douro (na sub-região do Cima Corgo), em Covas do Douro, muito anterior aos 250 anos referidos no título do livro. As origens em 1725, a inclusão na demarcação Pombalina do Douro como zona de produção de vinhos de primeira qualidade (vinhos de «feiroria» ou de embarque) e a interessante descrição dos diversos proprietários da Quinta Nova ao longo dos anos até à mais recente associação em 1992, à secular casa de vinho do Porto J. W. Burmester & Ca., fundada em 1750, que realizou investimentos na adega e na plantação de vinhas e a produção de vinhos do Porto e DOC Douro. O primeiro Porto Vintage desta casa com a designação Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo foi produzido precisamente em 1992. Depois, em 1999, a família Burmester toma a decisão de vender a empresa (e a marca) e a Quinta Nova à família Amorim.

    Acompanhamos a viagem pelo património do Douro e da quinta: "...a paisagem duriense é um exemplo peculiar, senão único, da relação humana com os elementos naturais..."
    Descreve-se o conjunto dos edifícios, a casa principal, historicamente a casa principal de habitação dos proprietários e a adega da quinta datada de 1764, a capela, e a ligação da quinta com as terras vizinhas e comunidade circundante, a evolução da vinha e a paisagem património da Humanidade, o património natural e a actividade da quinta, os antigos pomares, a viticultura e a olivicultura, a história da vinha, as vinhas tradicionais com mais de 80 anos, o vinhedo actual e os vinhos da quinta, brancos, tintos e o vinho do Porto.



domingo, 16 de setembro de 2018

The 2016 Vintage Port special tasting, the 2018 Port Wine Day

EN/PT


    It was was actually a Vintage Port Wine day, with the 2016 Vintage Port presentation. A classic vintage year recently declared, the fourth classic vintage of this century, of a demanding and challenging harvest, in which it was essential all the experience and knowledge and chosing the right moment to start harvesting, with exceptional quality wines, in an extraordinary and memorable tasting event which took place at the Leixões Cruise Terminal, where also took place the 2016 classic Vintage Port formal proclamation ceremony held by the Confraria do Vinho do Porto or Port Wine Brotherhood and the blend making of the "Confraria Vintage", a special Vintage Port blend made of 40 declared different Vintage Port brands.

    For Port Wine!

George Sandeman, Confraria do Vinho do Porto (Port Wine Brotherhood) 10th Chancellor, on duty on the day of the 2016 Vintage Port proclamation ceremony.
    
    Organized by the IVDP - The Douro and Port Wine Institute - in which approximatly 50 Port wine producers presented their main Vintage Port brands.

    To taste young Vintage Ports in its early life stage is always demanding and an experience of resistance and the memory that we will keep corresponds always to an unrepeatable moment in the long evolution capacity of these unique and very special wines.



    With the opportunity to get to know and taste some first edition 2016 vintages, like "Quinta da Oliveirinha", produced by Alves de Sousa, a quinta located near Pinhão (Cima Corgo sub region) from a vineyard by the river; "Talentvs",  a Vintage Port produced by Seara d'Ordens, to be produced in classic vintage years and only when the quality desired by the producer is achieved; "Água Alta", produced by Vieira de Sousa, the same Quinta da Água Alta which originated the Churchill's single quinta vintage Ports until Quinta da Gricha final acquisition in 1999.




   It's worth noting some vintages that remainned in memory by its strong character and identity, aromatic and with a very good structure, freshness and good acidity: Churchill's, Noble & Murat (with a special dry finish) and Quinta do Infantado (characteristically a drier Vintage Port).




   A curiosity that resulted of the comparison of the Vintage Ports presented by Alves de Sousa, Quinta da Gaivosa (from the Baixo Corgo sub region) and the recent Quinta da Oliveirinha (from the Cima Corgo sub region), with the clearest freshness of the first one, which would lead us to consider if, with the recent climate change consequences, and the search for acidity and freshness in wines, should not we consider the historic region of the Baixo Corgo (the coolest of the three sub regions of the entire Douro wine producting area), to achieve this characteristics?

    We will return to the 2016 Vintage Ports shortly in a future publication, for now some images of the event.




A prova especial Porto Vintage 2016, Port Wine day 2018

    Um Vintage Port wine day, com os Porto Vintage 2016, um ano vintage clássico, o quarto deste século, de uma colheita desafiante e muito exigente para os produtores, em que foram determinantes toda a experiência e conhecimento das vinhas no momento da vindima, com vinhos de qualidade excepcional, numa prova extraordinária e memorável que decorreu no Terminal de Cruzeiros de Leixões, onde ocorreu também a cerimónia formal de proclamação do Vintage 2016 pela Confraria do Vinho do Porto, assim como a feitoria do "Vintage Confraria", que junta num lote especial 40 Vintages declarados de diferentes produtores.

    Pelo Vinho do Porto!




    A prova foi organizada pelo IVDP - Instituto dos Vinhos do Douro e Porto - em que aproximadamente 50 produtores apresentaram os vintages das suas principais marcas.

    Provar vintages novos em início de vida, é sempre exigente e uma prova de resistência, mas a memória com que ficamos corresponde sempre a um momento irrepetível na longa capacidade de evolução destes vinhos únicos e muito especiais.



    Com alguns vintages em primeira edição, o "Quinta da Oliveirinha", produzido por Alves de Sousa, de uma quinta localizada próximo do Pinhão (no Cima Corgo), de uma vinha junto ao rio; o "Talentvs", produzido pela Seara d'Ordens apenas em anos clássicos e quando a qualidade pretendida satisfizer os critérios do produtor; o "Água Alta", produzido por Vieira de Sousa, com uvas da mesma Quinta da Água Alta a partir da qual a Churchill's produzia o seu Vintage de quinta até à aquisição definitiva da Quinta da Gricha em 1999.



    Com destaque para alguns Vintages que ficaram na memória, com carácter e identidade, aromáticos, com grande estrutura, frescos e com boa acidez: Churchil's, Noble & Murat (com um final seco) e Quinta do Infantado (talvez o Vintage mais seco em prova).

    Também a comparação dos vintages apresentados por Alves de Sousa, Quinta da Gaivosa (do Baixo Corgo) e o mais recente Quinta da Oliveirinha (do Cima Corgo), com a maior frescura evidente do primeiro, que nos levou à consideração se, com a tendência das recentes alterações climáticas com a subida das temperaturas, e a procura de frescura e acidez nos vinhos, não seria de considerar a histórica região do Baixo Corgo (notoriamente a mais fresca das três regiões da região demarcada do Douro) para conseguir estas características?

    Voltaremos aos Vintages 2016 em breve, em próxima publicação, por agora deixamos algumas imagens do acontecimento.


©HSM


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

The 2015 Vintage Port

EN/PT


    2015, a prodigal year that gave birth to exceptional Vintages, which we have already noticed here (see: 2015 a classic vintage port?).
    Nevertheless although a year with all the necessary conditions that made predict a classic Vintage Port year and a generalized consensus of the producing Houses, this did not happen after all. This year will laways be marked by this resolution difficult to perceive, especially by the weight of the decisions of the major groups in the sector (Sogevinus, Sogrape, Symington Family Estates and Fladgate Partnership) although other medium and small producers presented many of their Vintages with their main brands (as a classic Vintage declaration) and not as a Single Quinta Vintage Port, a proof of the exceptional quality recognition of the Vintage Port produced.

    There are also some first editions to be highlighted, such as the Port Vintages, "Mapa", "Noble & Murat" and "Proibido", always welcome to the attentive enthusiasts who accompany the world of Port wine news.
     Still a reference to the Vintages "Barão de Vilar" and "Maynard's", who presented for the first time organic Port Vintages, made from organic grapes and with organic spirit used in the fortification process (it is intended to better preserve the wine aromas).

    The list of the 2015 Vintages produced is as follows:
  • Alves de Sousa Porto Vintage 2015 (Alves de Sousa, Douro & Port Wines, Quinta da Gaivosa)
  • Barão de Vilar 2015 Vintage Port (Barão de Vilar, Vinhos, S.A.)
  • Boeira Vintage Port 2015 (Quinta da Boeira)
  • Bulas Porto Vintage 2015 (José Afonso Moreno B. Cruz, M. Gabriel M. B. Cruz)
  • Borges 2015 Vintage Port (Sociedade dos Vinhos Borges, S.A.)
  • Broadbent Vintage 2015 Porto (Broadbent Wines, Ltd.)
  • Burmester Quinta de Arnozelo Vintage Porto 2015 (J. W. Burmester & Ca., Lda. - Sogevinus Fine Wines, S. A.)
  • Cadão Porto Vintage 2015 (Mateus & Sequeira Vinhos, S.A.)
  • Calém Vintage Porto 2015 (Sogevinus Fine Wines, S.A.)
  • Casa de Santa Bárbara Vintage 2015 Porto (Manuel D. Poças Júnior, S.A.)
  • Churchill's Quinta da Gricha Vintage Porto 2015 (Churchills Graham, Lda.)
  • Cockburn's 2015 Bicentenary Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos, S.A.)
  • Croft 2015 Quinta da Roêda Vintage Port (Fladgate Partnership, Quinta & Vineyard Bottlers, S.A.)
  • Cruz Porto Vintage 2015 (Gran Cruz Porto, Sociedade Comercial de Vinhos, Lda.)
  • Dalva 2015 Vintage Porto (C. da Silva, Vinhos, S.A.)
  • Dow's 2015 Quinta Senhora da Ribeira Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos, S.A.)
  • Duorum 2015 Vintage Port (Duorum, Vinhos, S.A.)
  • Ferreira 2015 Vintage Quinta do Porto (Sogrape Vinhos, S.A.)
  • Feuerheerd's 2015 Vintage Port (Barão de Vilar, Vinhos, S.A.)
  • Fonseca Guimaraens 2015 Vintage Port (Fladgate Partnership, Quinta & Vineyard Bottlers, S.A.)
  • Graham's The Stone Terraces 2015 Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos, S.A.)
  • Kopke Quinta de São Luíz Vintage 2015 Porto (Sogevinus Fine Wines, S.A.)
  • Lacrau Vintage 2015 Port (G & R Consultores-Consultores em Viticultura e Enologia, Lda.)
  • Magalhães 2015 Vintage Port (Sociedade da Casa Agrícola da Quinta do Silval, S.A.)
  • Mapa Vintage 2015 Port (Pedro Mário Batista Garcias)
  • Maynard's Vintage 2015 Port (Barão de Vilar, Vinhos, S.A.)
  • Morgadio da Calçada Porto Vintage 2015 (Niepoort Vinhos, S.A.)
  • Niepoort Porto Vintage 2015 (Niepoort Vinhos, S.A.)
  • Niepoort 2015 Bioma Vinha Velha Vintage (Niepoort Vinhos, S.A.)
  • Noble & Murat 2015 Vintage Port (Noble & Murat, Lda.)
  • Palmer Vintage Porto 2015 (Barão de Vilar, Vinhos, S.A.)
  • Pintas Porto Vintage 2015 (Wine & Soul, Lda.)
  • Poças Vintage 2015 Vintage Port (Manuel D. Poças Júnior, S.A.)
  • Proibido Vintage 2015 Port (Márcio Lopes Winemaker, Vinilourenço, Unip., Lda.)
  • Quevedo Porto Vintage 2015 (Vinhos Óscar Quevedo, Lda.)
  • Quinta da Água Alta 2015 Vintage Port (Vieira de Sousa, Vines & Wines, Lda.)
  • Quinta da Casa Amarela Porto Vintage 2015 (Laura Valente Regueiro, Lda.)
  • Quinta da Côrte Vintage Port 2015 (Pacheco & Irmão, Lda.)
  • Quinta da Gaivosa Vintage Port 2015 (Alves de Sousa, Douro & Port Wines, Quinta da Gaivosa)
  • Quinta da Romaneira Vintage Port 2015 (Sociedade Agrícola da Romaneira, S.A.)
  • Quinta das Carvalhas 2015 Vintage Porto (Real Companhia Velha)
  • Quinta das Lamelas Vintage 2015 Porto (José António da Fonseca Augusto Guedes, Lda.)
  • Quinta de la Rosa Vintage Port 2015 (Quinta da Rosa, Vinhos, S.A.)
  • Quinta de Santa Eufemia Vintage Port 2015 (Sociedade Vitivinícola da Quinta de Santa Eufêmia, Lda.)
  • Quinta de Ventozelo Porto Vintage 2015 (Quinta de Ventozelo, Sociedade Agrícola Comercial, S.A.)
  • Quinta do Crasto 2015 Vintage Porto (Quinta do Crasto, S.A.)
  • Quinta do Grifo Vintage 2015 Porto (Rozès, S.A.)
  • Quinta do Infantado Porto Vintage 2015 (Quinta do Infantado-Vinhos do Produtor, Lda.)
  • Quinta do Javali 2015 Vintage Port (Sociedade Agrícola Quinta do Javali, Lda.)
  • Quinta do Noval 2015 Vintage Porto (Quinta do Noval, Vinhos, S.A.)
  • Quinta do Pégo Vintage Porto 2015 (Quinta do Pégo)
  • Quinta do Tedo Porto Vintage 2015 (Vincent Bouchard)
  • Quinta do Tedo Porto Vintage 2015 Savedra (Vincent Bouchard)
  • Quinta do Vale Meão Vintage Port 2015 (F. Olazabal & Filhos, Lda.)
  • Quinta do Vesúvio 2015 Vintage Port (Sociedade Agrícola da Quinta do Vesúvio, Lda.)
  • Quinta dos Murças 2015 Vintage Porto (Empresa Esporão, S.A.)
  • Quinta Maria Izabel Porto Vintage 2015 (Quinta Maria Izabel, Lda.)
  • Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo Vintage Porto 2015 (Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, S.A.)
  • Quinta Santa Eufémia Porto Vintage 2015 (Sociedade Vitivinícola da Quinta de Santa Eufêmia, Lda.)
  • Quinta Seara D'Ordens Vintage 2015 Porto (Sociedade Agrícola Quinta Seara D'Ordens, Lda.)
  • Quinta Vale D. Maria 2015 Vintage Porto (Lemos & Van Zeller, Lda.)
  • Ramos Pinto Porto Vintage 2015 (Adriano Ramos Pinto - Vinhos, S.A.)
  • Reccua Vintage 2015 Porto (Caves Vale do Rodo, C.R.L.)
  • Rozès Vintage 2015 Porto (Rozès, S.A.)
  • Sandeman Quinta do Seixo Vintage Porto 2015 (Sogrape, Vinhos, S.A.)
  • Taylor's Vargellas Vintage Port 2015 (Fladgate Partnership, Quinta & Vineyard Bottlers)
  • Vallado Adelaide Vintage Port 2015 (Quinta do Vallado, Sociedade Agrícola, Lda.)
  • Vasques de Carvalho 2015 Vintage Porto (Vasques de Carvalho, Sociedade Agrícola, Lda.)
  • Vieira de Sousa Porto Vintage 2015 (Vieira de Sousa, Vines & Wines, Lda.)
  • Vista Alegre Vintage 2015 Porto (Vallegre, Vinhos do Porto, S.A.)
  • VZ 2015 Vintage Port (Lemos & Van Zeller, Lda.)
  • Warre's 2015 Quinta da Cavadinha Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos, S.A.)
    (Note: At the date of this publication, Quinta do Portal did not yet gave a definitive answer as to the 2015 Vintage Port production confirmation. The  Vintage Ports of this house are "Portal Port Vintage" and the Single Quinta "Quinta dos Muros Porto Vintage").

O Porto Vintage 2015


     2015, um ano pródigo que deu origem a Vintages excepcionais, de que aqui já demos conta em publicação anterior (ver: 2015, ano vintage clássico?).
    Todavia, apesar de um ano com todas as condições que faziam prevêr um ano de Porto Vintage clássico e um consenso generalizado da maioria das Casas produtoras, tal não se concretizou. Este ano será sempre marcado por esta incógnita, sobretudo pelo peso das decisões dos grandes grupos produtores de vinho do Porto (Sogevinus, Sogrape, Symington Family Estes e Fladgate Partnership), apesar de outros, médios e pequenos produtores, apresentarem os seus vintages com a marca principal da Casa e não como Single Quinta Vintage Port ou Vintage de Quinta, prova do reconhecimento da excepcionalidade e alta qualidade do vintage produzido.

    Neste ano destacam-se também algumas novidades, primeiras edições, como os Porto Vintage "Mapa", Noble & Murat" e "Proibido", sempre bem vindas para os apreciadores entusiastas que acompanham estes novos lançamentos e o mundo do vinho do Porto. De referir ainda, os Vintages "Barão de Vilar" e "Maynard's", do produtor Barão de Vilar, que lançam pela primeira vez Vintages orgânicos, feitos a partir de uvas biológicas e a utilizando aguardente biológica na fortificação (com a finalidade de uma maior preservação dos aromas).

(Nota: A Quinta do Portal, à data da presente publicação não tinha ainda dados definitivos e não confirmou a produção ou declaração do Vintage 2015. Os Porto Vintage desta Casa são "Portal Porto Vintage" e o vintage de quinta "Portal Quinta dos Muros Porto Vintage").

(Rev.03/2022)

©Hugo Sousa Machado

        more information on Vintage Port declarations (links below):
mais informações sobre declarações Porto Vintage (nos seguintes links):


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Douro, o relatório da vindima 2017



Quinta da Gricha, Ervedosa do Douro (Churchill's)


    Um ano muito quente e seco em que a vindima foi antecipada para datas de que não há memória no Douro.

    "É o clima que dita os vinhos do mundo", "a influência do clima do ano é marcante para a qualidade da vindima", nas palavras de António Magalhães, responsável de viticultura da Fladgate Partnership. Os factores meteorológicos ao longo do ano têm uma influência directa no desenvolvimento, produção e qualidade das uvas, particularmente decisiva nos últimos meses de maturação. E compreender o ano vitícola é também essêncial para compreender os vinhos que nascem em cada ano.



    Na realidade, se tivéssemos que definir numa frase o ano vitícola que agora acaba de terminar, seria um ano extremamente quente e seco e uma vindima muito precoce.



    Vejamos então um pouco mais em detalhe os principais momentos e o comportamento climático ao longo do ano.
    O Inverno foi seco e sem chuva. Registou-se um volume de precipitação superior ao normal, mas apenas no mês de Novembro de 2016, porque nos meses seguintes houve um decréscimo muito acentuado no volume da precipitação relativamente aos valores normais para a região, em números, aproximadamente entre 50 a 80 % menos em Dezembro de 2016 e entre 60 a 70% menos em Janeiro de 2017.

    O início da Primavera veio confirmar um inverno muito seco, bastante mais seco do que é habitual e estas condições mantiveram-se nos meses que se seguiram. Na realidade, o despertar das vinhas, na Primavera (que se mantêm com um metabolismo minímo durante todo o inverno), ocorreu em condições de tempo seco, com muito pouca chuva.

    Em Março, os níveis de precipitação foram cerca de metade do que é habitual e em Abril quase não houve registo de chuva (de facto, o mês de Abril foi o mais seco desde que existem registos, desde 1931, em que os níveis de precipitação foram inferiores entre 72 a 96% aos valores normais), mas agora também com um aumento considerável das temperaturas médias logo a partir do mês de Fevereiro e com ondas de calor nos meses de Abril, Maio e Junho. De referir que em Maio se registou alguma instabilidade meteorológica, aguaceiros e trovoadas, que coincidiu com a fase da floração(2) da videira.

    O início do Verão continuou com temperaturas muito altas e com vários dias seguidos de muito calor. O mês de Junho foi seco, com muito calor a partir de meados do mêse com temperaturas de cerca de 40ºC no Peso da Régua, Pinhão, São João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa. Em Julho registaram-se chuvas fortes e queda de granizo, que provocou estragos localizados nas vinhas em Sabrosa, Alijó, Mesão Frio, Vila Real, Santa Marta de Penaguião e Vila Pouca de Aguiar. Uma tempestade de Verão em que o mau tempo provocou bastantes estragos nas vinhas, com algumas perdas consideráveis nos locais mais atingidos.

    Ás condições gerais de ausência de água e calor, que se mantiveram, acrescente-se ainda os níveis de radiação bastante altos.
    Por outro lado, no capítulo das doenças da vinha, o lado positivo das condições climatéricas descritas até agora, foi o de não favorecerem a ocorrência de doenças na vinha (principalmente o oídio e o míldio), com muito fraca incidência ou mesmo vinhas sem doenças e com uvas sãs.

    Consideremos agora a vinha, houve um défice hídrico logo no início do ciclo vegetativo e stress hídrico durante toda a Primavera e depois até uma situação de défice hídrico (térmico e luminoso) severo em meados de Agosto, que se prolongou até à vindima. Claro que, nestas situações, é muito importante considerar a localização das vinhas, uma vez que as vinhas que se localizam em parcelas ou terrenos mais secos (nas sub-regiões do Cima Corgo e Douro Superior), em cotas mais baixas ou mais expostas à radiação, ou ainda as vinhas mais jovens, passaram por uma situação mais crítica e sofreram mais intensamente.

    Estas condições tiveram como consequência, um avanço de todas as fases do ciclo vegetativo da vinha, assim, o abrolhamento(1) ocorreu na primeira quinzena de Março, a floração(2), inicou-se em finais de Abril e até final de Maio, com a formação dos cachos já visível no final de Maio, o "pintor"(3) iniciou-se em finais de Junho.

    A continuação do tempo quente durante o período da maturação provocou um avanço no ciclo vegetativo da vinha, um rápido amadurecimento das uvas, um acelerado aumento da concentração de açúcar em pouco tempo e mesmo a desidratação dos cachos (com um aumento da percentagem dos bagos secos e desidratados), o que levou à decisão tomada por muitos produtores de antecipar a vindima em cerca de 3 semanas para o que é habitual na região, uma das vindimas mais precoces em muitos anos.

    Do início de Agosto até meados do mês, a vindima das uvas brancas, as primeiras a ser vindimadas.
    O tempo continuou extremamente seco e com temperaturas altas durante todo o tempo das vindimas, sem registo de precipitação, na realidade, o mês de Setembro foi o mais seco dos últimos 87 anos. A área de seca severa e extrema foi alargada.

    Em meados de Setembro até ao final da terceira semana, a vindima estava praticamente concluída em muitas Quintas. Quase que se poderia dizer que as vindimas estavam terminadas na data em que habitualmente estariam a começar.

    De assinalar também, os diferentes graus de maturação dos cachos e das uvas, de parcela para parcela e de vinha para vinha, o que obrigou a mais trabalho e a mais pormenor na apanha da uva e a tomar decisões, sempre que possível, de acordo com os níveis de maturação e as parcelas a vindimar.

    Houve uma redução geral da produção, nas três sub-regiões do Douro em relação à vindima de 2016, de aproximadamente 21% no Baixo Corgo, 27% no Cima Corgo e cerca de 49% no Douro Superior. Importante ainda, a relação Kg/L que é menor em cerca de 20% do que os valores normais.

    Por último, em termos gerais, a antecipação da vindima deu origem a mostos com graduações alcoólicas muito altas, de muito boa qualidade, com bons indícios de côr, estrutura e concentração.

Notas:
(1) O abrolhamento: marca o início do ciclo vegetativo da videira, com o aparecimento dos rebentos.
(2) A floração: é um período que dura cerca de semana e meia, importante e crítico para a definição da colheita, uma vez que, se houver chuva neste período, as flores podem cair ou o polén pode ser lavado dos estames e das flores, não se dá a fecundação e a flôr não vinga em fruto (desavinho) e a colheita é afectada.
(3) O "pintor": marca o inicio da maturação em que as uvas começam a mudar de côr. Côr tinta nas películas dos bagos tintos e a película translúcida nas castas brancas.




©HSM