domingo, 14 de maio de 2017

#Taylor325 (part II)

  
    The Taylor's special edition Port wine cask London delivery; in addition to our previous publication, some interesting and unique photos of the arrival of the #Taylor325 sailboat in London last week (published with Ricardo Diniz permission).
    The next stage, the last preparations for the OSTAR race that starts next 29th May (ricardodiniz.com), with Taylor's sponsorship.

    A entrega do casco da edição especial de vinho do Porto da Taylor's em Londres; em complemento à nossa prévia publicação, ficam registadas estas interessantes e únicas fotografias da chegada do veleiro "Taylor325 a Londres, na semana passada (fotografias publicadas com permissão de Ricardo Diniz).
    A próxima fase, os últimos preparativos para a regata OSTAR que se inicia no próximo dia 29 de Maio (ricardodiniz.com) com o patrocinío da Taylor's.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Taylor's 1692-2017: Retracing history by sea!

and off to London...
#Taylor325, the sea voyage of a special Port wine cask to London.


    To commemorate its 325th anniversary, this year, Taylor's, an historic and one of the oldest Port wine houses, which is part of the Fladgate Partnership (along with the Croft, Fonseca and Wiese & Krohn houses), and a company exclusively dedicated to Port wine production, founded in 1692 by Job Bearsley and whose administration is represented by Adrian Bridge, decided to recreate one of the company's first Port wine commercial shipments to the United Kingdom, by sending a 30 liter special limited edition Port wine cask which embarked on the #Taylor 325 sailboat at the Gaia quayside, on the 2nd of May to London - from the Douro river to the Thames, and through the Tower Bridge - where it will be delivered for a commemorative ceremony that will take place on the 11th May.

    The partnership with Ricardo Diniz, a portuguese singlehanded yachtman at the helm of the #Taylor325 sailboat, who designated this project "Retracing history!" and for whom: "Port wine is Portugal, it is our culture, our tradition (...) and this is what we must always reinforce!".




    After the delivery of this special cargo, Ricardo Diniz will then participate, with the Taylor's sponsorship, in the OSTAR race (Original Singlehanded Transatlantic Race). which will begin on May 29 and will link Plymouth in England and Newport, Rhode Island in the U.S., across the North Atlantic, and will be the first portuguese to participate in this competition.

    The #Taylor325 is a sailboat built in 1990, 20 meters long, tottaly restored and refurbished in Portugal and with portuguese materials, especially for this event. For the yachtman:"it is an honor to be present at these events with portuguese brands and also to represent a product that is so ours, which is Port wine".

    We should consider that the countries that are part of the #Taylor325 sail route, England and the U.S.A. are two historically very important markets for Taylor's and Port wine in general. According to 2016 Port wine data, United Kingdom Port wine sales volume represents the third most important market and the U.S. market, the fifth, on the other hand, if we consider the quantity of Port wine exported, the U.K. market is in fourth place and U.S. the sixth.

For more information and to follow this trip:

Taylor's 1692-2017: Recriando a história por mar!

e agora, para Londres!
#Taylor325: a viagem por mar de um vinho do Porto especial até Londres.


    Para a comemoração do seu 325º aniversário, que se celebra este ano, a Taylor's, uma histórica e das mais antigas casas de vinho do Porto, que integra a Fladgate Partnership (juntamente com as casa Croft, Fonseca e Wiese & Krohn), empresa ainda dedicada exclusivamente à produção de vinho do Porto, fundada em 1692 por Job Bearsley e cuja administração é actualmente representada por Adrian Bridge, decidiu recriar uma das primeiras viagens comerciais de exportação de vinho do Porto para o Reino Unido, com o envio de uma pipa de 30 litros de uma edição especial e limitada de vinho do Porto, que foi embarcada no veleiro #Taylor325, no cais de Gaia, no passado dia 2 de Maio, com destino a Londres - do Douro até ao Tamisa com passagem pela Tower bridge - onde será entregue para uma cerimónia comemorativa no próximo dia 11 de Maio.

    Em parceria com Ricardo Diniz, navegador solitário português, ao lema deste veleiro, e que designou o projecto como "Retracing history!" e para quem:"o vinho do Porto é Portugal, é a nossa cultura, a nossa tradição (...) e é isso que temos que reforçar sempre".

    Ricardo Diniz participará depois, com o patrocionio da  Taylor's, na competição OSTAR (Original Singlehanded Transatlantic Race), que se iniciará no próximo dia 29 de Maio e ligará Plymouth, em Inglaterra, a Newport, Rhode Island, nos E.U.A., através do Atlântico Norte, prova na qual será o primeiro portugês a participar.

    O veleiro #Taylor325 é uma embarcação construída em 1990, com 20 metros de comprimento, totalmente remodelado em Portugal e com materiais portugueses, especialmente para este evento. Para o navegador, "é uma honra estar presente nestes eventos, com marcas portuguesas e a representar um produto que é tão nosso, que é o vinho do Porto".

    Devemos considerar que estes países onde se marcará presença, Inglaterra e os E.U.A., são dois mercados historicamente importantes para a casa Taylor's e para o vinho do Porto em geral. De acordo com os dados de 2016 referentes à comercialização de vinho do Porto, em volume de negócios, o mercado do Reino Unido, aparece em terceiro lugar o o mercado dos E.U.A. em quinto, por outro lado se considerarmos apenas a quantidade exportada, o Reino Unido é o quarto mercado mais importante e os E.U.A., o sexto.

    Para mais informações:










©HSM












quinta-feira, 20 de abril de 2017

The 2014 Vintage Port



    The subtitle of this publication could be "The news of the 2014 vintage Port or the positive side of the year 2014"...
     In fact, if the 2014 harvest reports reveal a less good, atypical and difficult year (see: the 2014 harvest report), how to explain that some producers have declared and produced vintage Port this year?

     Precisely because the Douro always escapes any general analisys attempt. One of the main characteristics of this region, sub regions and the wines produced here is the great variety of specificities that are determinant and quality conditioners of the wines, such as the location of the vineyard, the different altitudes and solar exposition of the land, the varied orography of the the river banks, the soil composition, the microclimates themselves, the characteristics and the the behaviour of the vineyards, the different vineyard parcels and the grape varieties planted and also the experience and knowledge of the wine maker and the decision on the moment of the harvest.

    With such a diversity, we can understand better that, even in apparently less good years, there are exceptions, there are producers who haven't felt or didn't suffer so much the effects of the climate instability and still manage to produce a wine with the high quality of a vintage Port.

     It was a year of non-classical vintages, that is to say a year of "Vintages de Quinta" or "Single Quinta Vintage Port" (SQVP), characterized by the lack of unanimity between the producers and the few Port vintages produced. There were important houses that did not produced vintage Port this year, such as Taylor's, Fonseca and Croft, the Sogevinus group (Kopke, Burmester, Calém and Barros), also there was no "Dow's Quinta Senhora da Ribeira" or "Quinta do Vesúvio" vintage, Niepoort and Andresen also passed this year, and to this date there are no news of a vintage Port from the Sogrape, another of the main groups of the sector (which represents the Port brands, Ferreira, Sandeman and Offley).

     The list of the vintage Ports declared in 2014 is as follows:

  • Barão de Vilar 2014 Vintage Port (Barão de Vilar, Vinhos, S.A.)
  • Bulas Port Vintage 2014 (Bulas Family Estates, Lda.)
  • Cockburn's Quinta dos Canais 2014 Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos, Lda)
  • Churchill's Vintage Port 2014 (Churchill Graham, Lda.)
  • Cruz Porto Vintage 2014 (Gran Cruz Porto, Sociedade Comercial de Vinhos, Lda.)
  • Dalva 2014 Vintage Port (C. da Silva Vinhos, S.A.)
  • Dow's 2014 Quinta do Bonfim Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos, Lda.)
  • Graham's Quinta dos Malvedos 2014 Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos, Lda.)
  • Pintas Porto Vintage 2014 (Wine & Soul, Lda.)
  • Portal Quinta dos Muros Porto Vintage 2014 (Quinta do Portal, S.A.)
  • Quevedo Vintage Port 2014 (Vinhos Óscar Quevedo, Lda.)
  • Quinta de la Rosa Vintage Port 2014 (Quinta da Rosa, Vinhos, S.A.)
  • Quinta das Tecedeiras 2014 Vintage Port (Quinta das Tecedeiras, Sociedade Vitivinícola, Unip., Lda.)
  • Quinta de Ventozelo Porto Vintage 2014 (Gran Cruz Porto, Sociedade Comercial de Vinhos, Lda.)
  • Quinta do Crasto Vintage 2014 Port (Quinta do Crasto, S.A.)
  • Quinta do Javali Vintage Port 2014 (Sociedade Agrícola Quinta do Javali, Lda.)
  • Quinta do Noval 2014 Vintage Port (Quinta do Noval Vinhos, S.A.)
  • Quinta do Passadouro Porto Vintage 2014 (Quinta do Passadouro, Sociedade Agrícola, Lda.)
  • Quinta do Vale Meão Vintage Port 2014 (F. Olazabal & Filhos, Lda.)
  • Quinta Santa Eufémia Vintage Port 2014 (Sociedade Vitivinícola Quinta Santa Eufémia, Lda.)
  • Quinta Seara D'Ordens Porto Vintage 2014 (Sociedade Agrícola Quinta Seara D'Ordens, Lda.)
  • Quinta Vale D. Maria 2014 Vintage Port (Lemos & Van Zeller, Lda.)
  • Ramos Pinto Quinta do Bom Retiro 2014 Vintage Port (Adriano Ramos Pinto, Vinhos, S.A.)
  • Rozès Vintage 2014 Porto (Rozès, S.A.)
  • S. J. Vintage Port Single Quinta 2014 (Quinta de São José, João Brito e Cunha, Lda.)
  • Vallado Adelaide 2014 Vintage Port (Quinta do Vallado, Sociedade Agrícola, Lda.)
  • Vista Alegre Porto Vintage 2014 (Vallegre, Vinhos do Porto, S.A.)
  • VZ 2014 Vintage Port (Lemos & Van Zeller, Lda.)
  • Warre's 2014 Quinta da Cavadinha Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos, Lda.)



O Porto Vintage 2014

     O subtítulo desta publicação poderia ser "as notícias do Porto vintage 2014 ou o lado positivo de 2014"...
    Na realidade, se os relatórios de vindima revelam um anos menos bom, atípico e cheio de dificuldades (vêr: o relatório da vindima de 2014),como se explica que alguns produtores tenham declarado e produzido um vinho do Porto vintage neste ano?

   Precisamente porque o Douro escapa sempre a qualquer tentativa de generalização, porque uma das principais características desta região e sub-regiões é a grande variedade de especificidades que é necessário tomar em conta e que são determinantes e condicionantes da qualidade dos vinhos, como sejam, exemplificativamente, a localização das vinhas, as diferentes altitudes e exposições solares dos terrenos, a variada orografia das margens do rio, os solos, os microclimas próprios, a composição e as características e comportamento das vinhas, das diversas parcelas de vinhas e das castas plantadas e depois a experiência do viticultor e do enólogo e a decisão do momento da vindima.

     Com esta diversidade, podemos começar a perceber um pouco melhor que, mesmo em anos menos bons, existam excepções, existam produtores que não sentiram nem sofreram tanto os efeitos da instabilidade climatérica e conseguiram produzir um vinho com a alta qualidade para um Porto Vintage.

     Foi um ano de vintages não clássicos, de "Vintages de Quinta" ou "Single Quinta Vintage Port" (SQVP), caracterizado pela falta de unanimidade entre os produtores e por poucos vinhos do Porto vintage declarados. Houve casas importantes que não produziram vintage neste ano; a Taylor'a, a Fonseca e a Croft, o grupo Sogevinus (Kopke, Burmester, Barros e Calém), também não se produziu o "Dows' Quinta Senhora da Ribeira", nem o vintage "Quinta do Vesúvio", a Niepoort e a Andresen também não produziram e até esta data não houve notícia de um vintage deste ano de outro grande grupo do sector, a Sogrape (Ferreira, Sandeman e Offley).


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segunda-feira, 3 de abril de 2017

2015, a classic vintage Port?

    To declare or not to declare...

Churchill´s lodge, Entreposto de Vila Nova de Gaia 
    Four years after the last classic vintage Port declaration (2011), until now the only one this decade, and two years after the 2015 harvest, in the middle of the 2017 spring, a time of tasting samples and evaluating wines, when the Port producing houses make great decisions about the Port wines of the 2015 harvest, that is, the decision to declare or not to declare 2015 vintage Port.

    It seems that this subject has already been more consensual and that by recent news, there may not be a widespread and extended consensus regarding the year 2015. We know that Niepoort already took the decision to declare 2015, as well as Cockburn's, that annouced today its 2015 bicentenary vintage (1815-2015), which is the second vintage since the company was acquired by the Symington family in 2010, however we are still awaiting for the determinant decisions of other important names of the sector, to be taken this days.

    There are vintage Ports produced almost every year, what then is necessary for a given vintage declaration to be considered a classic declaration or a classic vintage Port year?

    It is only considered a classic vintage, the harvest of a given year, when the vast majority of the producers declare the production and bottling of a vintage Port wine and with the main brands of each house. These are years where there is a widespread and extended consensus between the majority of the producers.

    After the producer's decision and the approval of the IVDP (The Douro and Port Wine Institute), which recognizes the exceptional quality required for Port wines of this special category, the vintage proclamation is made by the Port Wine Brotherhood(*) and this happens when more than 50 per cent of the companies that integrate it, declare a vintage Port.

(*)The Port Wine Brotherhod, or "Confraria do Vinho do Porto", brings together "persons and entities who, through their activity in the Port wine production and export, as well as, by their action, reputation and services in favor of Port wine, contribute to the knowledge and prestige of its image", and has the statutory purpose of communicating, promoting and reinforcing the worldwide reputation of Port wine.


2015, ano vintage clássico? 
declarar ou não declarar...

    Quatro anos após o último vintage clássico (2011) e dois anos após a vindima de 2015, em plena primavera de 2017, um momento de provas e avaliação de vinhos, em que as casas produtoras tomam grandes decisões quanto aos vinhos do Porto da colheita de 2015, isto é, a decisão de declarar ou não 2015 ano de Porto vintage.

    Parece que este assunto já foi mais consensual e pelas recentes notícias, poderá não haver um consenso alargado e generalizado quanto ao ano de 2015. Sabemos já que a Niepoort tomou a decisão de declarar 2015, assim como a Cockburn's, que anunciou hoje o seu vintage do bicentenário (1815-2015), que é o segundo vintage desde que a empresa foi adquirida pela familia Symington em 2010, no entanto, aguardamos ainda a decisão determinante de outros importantes nomes do sector, que será tomada por estes dias.

    Há vinhos do Porto vintage produzidos praticamente todos os anos, o que é então necessário para que a declaração vintage em relação a determinado ano de colheita seja considerada uma declaração clássica ou um ano de vinho do Porto vintage clássico?

    Só é considerado como um ano vintage clássico, quando relativamente a um determinado ano de vindima ou colheita, a grande maioria dos produtores declara a produção e engarrafamento de Porto vintage, com as marcas principais de cada casa. São vinhos do Porto em que existe um consenso alargado e generalizado no sector.

    Depois da decisão do produtor e da aprovação pelo IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto), que reconhece as características excepcionais de qualidade exigidas para os vinhos do Porto desta categoria especial, a proclamação é realizada pela Confraria do Vinho do Porto(*) e tal acontece quando mais de 50 por cento das empresas que são associadas da Confraria declara Porto vintage relativamente ao mesmo ano de colheita.

(*) A Confraria do Vinho do Porto, reúne "pessoas e entidades que pela sua actividade na produção e exportação de vinho do Porto, bem como, pela sua acção, reputação e serviços em favor do vinho do Porto, contribuem para o seu conhecimento e prestígio da sua imagem" e tem como objecto, a comunicação, a promoção e o reforço da reputação mundial do vinho do Porto.

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terça-feira, 14 de março de 2017

Port wine in european menus: 1884 - 2016



    It takes place in the entrance of the IVDP, the interesting, curious and original exhibition "Port wine in European menus 1884 - 2016", organized by the Douro and Port Wine Institute  and the Portuguese University School of Arts (Porto).
    In addition to the ever present aspect of the artistic and aesthetic conception of the menus presented, Port wines from the main producing houses are a reference, associated with other great wines of the world, there is also the perspective of Port wine as a culinary ingredient in international cuisine.

    From the exihbition presentation leaflet text:

    "The Appreciation for drinking Port wine, expressly presented in the menus, was not confined to the Portuguese and Brazilian nineteenth and twentieth centuries reality, because during this period Port wine is included in several of these European documents.
     Port wine is presented in the menus developed for the most important official English events, namely the Royal Family and the ceremonies related to the Windsor, as well as various civil and military institutions. Toasting with Port wine also became a markdly English gesture.
    The mention of Port wine from some of its main producing houses is evidenced in this documentary tipology, both at home and abroad. In the menus we have, among others, names such as Fonseca Guimaraens, Dow, Warre, Noval, Ferreirinha, Ramos Pinto, Portal, Graham or Taylor. (...)".




 O vinho do Porto em menus europeus: 1884-2016

    Realiza-se no edifício do IVDP (Instituto dos vinhos do Douro e Porto), a interessante, curiosa e original exposição "O vinho do Porto em menus europeus: 1884 - 2016", organizada pelo próprio Instituto e pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (Porto).

    Para além da sempre presente vertente de concepção artistica e estética destes documentos e da referência aos materiais utilizados, os vinhos do Porto das principais casas produtoras são referência, associados a outros grandes vinhos do mundo, também existe a perspectiva do vinho do Porto como ingrediente culinário na cozinha internacional.

    Do texto do folheto de apresentação da exposição:

    "O apreço por beber vinho do Porto, apresentando-o expressamente nos menus, não se cingiu somente à realidade portuguesa e brasileira dos séculos XIX e XX, pois durante este período esta bebida é incluída em diversos destes documentos a nível europeu.
    O vinho do Porto encontra-se presente nos menus da Familía Real e das cerimónias relacionadas com os Windsor, bem como de diversas instituições civis e militares. Brindar com vinho do Porto tornou-se também um gesto marcadamente inglês.
    A menção ao vinho do Porto de algumas das suas principais casa surge evidenciada nesta tipologia documental, tanto em termos nacionais como no estrangeiro. Nos menus expostos, deparamo-nos, entre outros, com nomes como Fonseca Guimaraens, Dow, Warre, Noval, Ferreirinha, Ramos Pinto, Portal, Croft, Graham ou Taylor. (...)".

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quarta-feira, 8 de março de 2017

14.ª Essência do Vinho Porto

A fortified tour and many good distractions




    The end of February in Porto is always a perfect opportunity to get to know and taste many good wines from Portuguese producers (and others of course), many presented by the producers themselves, not only in the “Essência do Vinho” this year’s edition, in Palácio da Bolsa, announcing 3,000 wines and 350 producers, but also taking advantage of the "Simplesmente Vinho", an "independent and alternative" event this year in its 5th edition, which takes place at a short distance (in the warehouses of the Casa do Cais Novo) and on the same date.

    In any case, too many good wines and so little time...

    In order not to make this experience too intense, of course the ideal would be to visit these events in more than just one day, but to make the most of the available time, my advice is to predefine a purpose (to taste, for example, fortified wines, sparkling wines, new releases, wines or producers that we do not yet know or regions that we know less well, special categories, etc.).

    An intense wine tasting afternoon, but there’s always many many more wines that certainly deserved our attention, at least until the next opportunity.

    The wines tasted:



Uma visita fortificada com muitas distracções


    O final do mês de Fevereiro no Porto é sempre uma oportunidade perfeita para conhecer e provar muitos vinhos de produtores portugueses (e não só), muitos apresentados pelos próprios produtores, não só na edição da Essência do Vinho, no Palácio da Bolsa, que anuncia 3.000 vinhos e 350 produtores, mas também aproveitando a realização do evento “Simplesmente Vinho”, manifestação “independente e alternativa” este ano na 5.ª edição e que ocorre a curta distância (nos armazéns da Casa do Cais Novo) e na mesma data.

    Em todo o caso, demasiados vinhos bons e tão pouco tempo…

    Para não tornar esta experiência menos intensa, claro que o ideal seria reservar mais do que apenas um dia, mas para aproveitar melhor o tempo disponível, o meu conselho é definir previamente um propósito (por exemplo, vinhos fortificados, vinhos espumantes, novos lançamentos, vinhos ou produtores que ainda não conhecemos ou regiões que conhecemos menos bem, categorias especiais, etc.).

    Uma tarde intensa de provas, com a certeza de que ficam sempre muitos vinhos que mereceriam a nossa atenção, pelo menos até à próxima oportunidade.


Os vinhos provados:


IVBAM (Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira);
The friendly representatives of the IVBAM at the EV, joined the tasting which started with Justino's Madeira Verdelho 10 Year Old, Henriques & Henriques Boal 10 Year Old, Justino's Malvasia 10 Year Old and the Madeira wines by Ricardo Diogo Freitas, Barbeito 10 years Malvasia (which distinguished itself from the other 10 years Malvasia proposals, being more intense and aromatic, perhaps the Malvasia de São Jorge) and Barbeito 30 years Malvasia "Vó Vera" (in the EV top 10 of the Portuguese wines).

As simpáticas representantes do IVBAM na EV, juntaram-se à prova, que começou com Justino’s Madeira Verdelho 10 Year Old, Justino’s Boal 10 Year Old, Henriques & Henriques Boal 10 Year Old, Justino’s Malvasia 10 Year Old e os vinhos Madeira de Ricardo Diogo Freitas, Barbeito 10 anos Malvasia (distingue-se das propostas 10 anos Malvasia de outros produtores, por ser mais intenso, talvez da Malvasia de São Jorge) e o Barbeito 30 anos Malvasia “Vó Vera” (no top 10 dos vnhos portugueses da EV este ano).

Madeira Wine Company,  Blandy´s;
Blandy’s Sercial 10 Years, Blandy’s Malvasia 10 Years, Blandy’s 2008 Harvest Malvasia, Blandy’s Terrantez 20 Years (um dos meus favoritos) e o frasqueira Blandy’s Verdelho 1979 (em 2016, ganhou o Madeira Trophy do Wine & Spirit Competition).



From the Madeira wines magic to the Douro wines...

Da magia dos vinhos da ilha da Madeira para o Douro…

Quinta da Romaneira (Douro);
Sino da Romaneira branco 2015, Quinta da Romaneira Reserva branco 2015, Quinta da Romaneira rosé 2015 (Tinta Roriz e Touriga Francesa), R de Romaneira tinto 2013, Quinta da Romaneira tinto 2012 (Touriga Nacional, Touriga Francesa e Tinto Cão, com várias classificações superiores a 90/100 pts., em revistas internacionais), Quinta da Romaneira Touriga Nacional, Quinta da Romaneira Syrah, Quinta da Romaneira Petit Verdot (vinho monocasta PV, que penso ser experiência única no Douro e o resultado da visão descomplexada de António Agrellos quanto à utilização de castas estrangeiras no Douro) e Quinta da Romaneira Reserva tinto 2012.
Quinta da Romaneira LBV 2012 unfiltered, Quinta da Romaneira Tawny 10 anos e Quinta da Romaneira vintage 2011.

Caves Transmontanas;
Os vinhos espumantes DOC Douro Vértice, do melhor que Portugal produz nesta categoria: Vértice Cuvée, Vértice Millésime (delicioso), Vértice Gouveio (fresco e muito elegante), Vértice Chardonnay e o mais recente Vértice Pinot Noir.

Quinta do Vallado;
Vallado Prima (100% Moscatel Galego), Quinta do Vallado Reserva Branco, Quinta do Valado Tinta Roriz e Quinta do Vallado Touriga Nacional.
Vallado Adelaide Vintage Porto 2014.

Quinta Vale D. Maria;
Quinta Vale D. Maria tinto 2012 (93/100pts Wine Enthusiast)

Quinta de Foz de Arouce (Beiras);
Vinhos da região das Beiras: Quinta de Foz de Arouce tinto 2012 e Quinta de Foz de Arouce Vinhas Velhas de Santa Maria 2013 (um grande vinho), vinhos diferentes com um carácter muito próprio.

Quinta da Touriga Chã (Douro);
Puro Quinta da Touriga tinto 2013 e Quinta da Touriga Chã tinto 2013.



Caminhos Cruzados (Dão);
Os vinhos deste muito recente projecto do Dão; Titular Colheita branco 2015, Titular Encruzado e Malvasia Fina 2015, Titular Encruzado 2014, Titular Alfrocheiro tinto 2014 (impressivo e com carácter), Titular Jaen tinto 2014 (equilibrado, fino e elegante), Titular Touriga Nacional 2013 (fresco e com as notas florais típicas da casta), Titular Reserva tinto 2013 (com Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz, complexo, suave e elegante).

Niepoort (Douro);
Apresentados por Nick Delaforce, Redoma branco 2015 e Tiara branco 2015, antes dos fortificados, Niepoort Moscatel do Douro (extraordinário e original), Niepoort 10 Years Old White e Niepoort Vintage 2015 "cask sample". Parece que a decisão está tomada na Niepoort quanto à declaração da colheita de 2015 como vintage clássico.



Churchill Graham (Douro);
Churchill's 10 Years Old Tawny (com o estilo mais seco da Churchill's), Churchill's 30 Years Old Tawny (lançado recentemente), Churchill's Quinta da Gricha Vintage Port 2013 e Churchill's Vintage Port 2014 (também lançado no final do ano passado).

Wine & Soul (Douro);
Manoella tinto, Quinta da Manoella VV tinto e Pintas Tawny 10 anos.

Susana Esteban (Alentejo);
Outra aventura recente nos vinhos do Alentejo; Aventura branco 2015 e Aventura tinto 2015 (frutado, suave e polido).



Quinta de São José (Douro);
Os vinhos de João Brito e Cunha; Flôr de S. José branco 2015, Quinta de S. José tinto 2014 e S.J Vintage Port Single Quinta 2012.

©HSM




quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

# The Port library news: the book "Quinta do Vallado. 300 years in the heart of the Douro"


    Quinta do Vallado: 1716 - 2016.

    Quinta do Vallado, founded in 1716, has just celebrated 300 years of history. It is not a unique case in the Douro valley, where time is measured in decades, in centuries. Within the scope of these celebrations it was published the book "Quinta do Vallado. 300 years in the heart of the Douro" (it was also bottled the extraordinary very old Port wine "Vallado ABF 1888", which honors the ancestor of the present owners of the Quinta do Vallado, António Bernardo Ferreira I), authored by the prestigious historian of the Douro and Port wine, Prof. Gaspar Martins Pereira and with a preface by António Barreto, also the author, among other works, of the book  "Douro, Rio, Gente e Vinho"  ("Douro, River, People and Wine), and the beautiful documentary "As Horas do Douro" ("The hours of the Douro).

     In a very careful and well designed edition, with curious details such as the cover and back cover presented with a tactile roughness that imitates the roughness of the Quinta walls, in its characteristic and traditional golden ocher, this edition whose production was designed by "Omdesign" agency (which had already been responsible for another work on the same subject, the book "250 years of histories", about the Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, which we will analyze in a future publication), a bilingual edition, written in portuguese and english and profusely illustrated (with today's photographs, some leaflets, and others from various sources, archives and collections, such as the documentation consulted), along its 224 pages (hardcover, 28,5 x 28cm format) we make a trip through the history of this iconic Douro Quinta, which in many aspects is also the history of other Douro Quintas, of the Douro wine region and of Port wine.

    This trip begins with a description of the location of Quinta do Vallado, on the slopes of the Corgo river valley, near Peso da Régua, in the heart of the Douro wine region, and also with the analysis of its long history, its medieval origins, of the "Comenda de Poiares" which belonged to the Order of Hospitallers and later with the first references that appear in documents of the XVII century. Then the foundation of Quinta do Vallado in 1716, the expansion of wine production and export growth to the british market, the initial and over the next centuries development of this family business. The XIX century and the «vineyard empire» of the Ferreira's and the refoundation phase of the Quinta that followed, with the land and vineyard expansion, the modernization of houses, wineries and "lagares" and the combination of the activity of wine commercialization with the wine production activity.

    The next phase, the years of the A.A. Ferreira, Sucessores/Companhia Agrícola e Comercial dos Vinhos do Porto, from the end of the XIX century to 1993 and to the present, the Quinta do Vallado, Sociedade Agrícola, and the investment in the future with the restructuring of the quintas, the definition of the best grape varieties, the necessity and the increase of wine production, the wine commercialization, the construction of a new and modern oak casks cellar and a vinification center with the most advanced winemaking technology, the restoration of the 17th century Quinta do Vallado main building and the interior of the 1733 chapel and the bet in the Quinta do Vallado Wine Hotel.

    This future prespective is also complemented by new projects, new vineyard plantations and the construction of the Casa do Rio, at Quinta do Orgal, on the Douro river slope, in the Upper Douro region, in the area of the Côa Valley Archaeologic Park.

   We are guided by the areas, the spaces and the numerous details of the Quinta and how the rhythm of the vineyard cycle marks the activity of man, vineyards and the various types of vineyard plantation that make up the landscape (about 90%), from the very old “pilheiros” to the various types of terraces, “socalcos”, “patamares” and “vinha ao alto” vineyards, the patrimony of the grape varieties identified in the old vineyards, the olive groves, the orange grove, the kitchen garden…

    This book also presents the Quinta do Vallado DOC Douro and Port wines varied portfolio of which we highlight two very old precious Port wines, the "Vallado Adelaide Tributa very old Port", dated 1866, commemorating the bi-centenary of D. Antónia birth and the most recently bottled "Quinta do Vallado ABF 1888", coming from pre-phylloxera vineyards. This last wine is the object of interesting and detailed tasting analyzes and notes, written by several personalities linked to the wine world, João Paulo Martins, João Pires and Justin Leone.

    From the preface, by António Barreto:

"The Quinta is undoubtedly the magical place of the Douro. Perhaps the essential reality of this marvellous region. The right place with spirit, where nature, history, work, men and wine meet together.”.


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# Notícias da biblioteca: o livro "Quinta do Vallado. 300 anos no coração do Douro"

    Quinta do Vallado: 1716 - 2016

    A Quinta do Vallado, fundada em 1716, acaba de celebrar 300 anos de história. Não é caso único no Douro, onde o tempo se mede em décadas, em séculos. No âmbito destas comemorações foi editado o livro “Quinta do Vallado. 300 anos no coração do Douro” (foi também engarrafado o extraordinário vinho do Porto muito velho “Vallado ABF 1888”, que homenageia o antepassado dos actuais donos da quinta, António Bernardo Ferreira I), da autoria do prestigiado historiador do Douro e do vinho do Porto, Prof. Gaspar Martins Pereira e com prefácio de António Barreto, também autor, entre outros, do livro "Douro, Rio, Gente e Vinho" e do belissímo documentário “As Horas do Douro”.

    Numa edição muito cuidada e bem concebida, com pormenores curiosos como é o caso da capa e contracapa ser apresentada com uma rugosidade táctil que imita a rugosidade das paredes da quinta, no seu característico e tradicional ocre dourado, edição esta cuja produção e design é da responsabilidade da agência “Omdesign”, (que já tinha sido responsável por outra obra nesta temática, o livro ”250 anos de Histórias“, sobre a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, cuja análise ficará para outra publicação), numa edição bilingue, apresentada em português e inglês e profusamente ilustrada (com fotografias actuais, algumas desdobráveis, e outras provenientes de várias fontes, arquivos e colecções, assim como a documentação consultada), ao longo das suas 224 páginas (capa dura, no formato 28,5x28cm.) permite-nos uma viagem pela história desta icónica Quinta do Douro, que em muito aspectos é também comum a outras quintas históricas do Douro e também pela história do vinho do Porto.

    Esta viagem tem início na localização da Quinta do Vallado, nas encostas do vale do rio Corgo, a curta distância do Peso da Régua, no coração do Douro vinhateiro e com uma análise da sua longa história, com origens medievais, dos domínios da comenda de Poiares da Ordem do Hospital e mais tarde com as primeiras referências que surgem em documentos do séc. XVII. Depois, a fundação da Quinta do Vallado em 1716, a expansão vitícola e o crescimento das exportações para o mercado britânico, o desenvolvimento inicial e depois ao longo dos séculos seguintes, desta empresa familiar. O séc. XIX e o «império vinhateiro» dos Ferreiras e a fase de refundação da Quinta, com expansão de terras, a modernização de casas, adegas e lagares e a conjugação da actividade de comercialização de vinhos com a actividade produtiva.

    A fase seguinte, os anos da A.A. Ferreira, Sucessores/Companhia Agrícola e Comercial dos Vinhos do Porto, de finais do séc. XIX até 1993 e a fase actual, Quinta do Vallado, Sociedade Agrícola e um caminho do futuro, a reestruturação das quintas, a definição de castas, a necessidade e o aumento de produção, a comercialização dos vinhos, o investimento na construção de uma nova e moderna adega de barricas e um centro com a mais avançada tecnologia de vinificação, a recuperação do edifício setecentista da Quinta e do interior da capela de 1733 e a aposta no Hotel vínico da Quinta do Vallado.

    Esta prespectiva de futuro passa também ou é complementada por novos projectos, novas plantações de vinha e a construção da Casa do Rio, na Quinta do Orgal, na encosta do rio Douro, no Douro Superior, na área do Parque Arqueológico do Vale do Côa.

    Somos guiados e ficamos a conhecer as áreas, os espaços e inúmeros pormenores da Quinta do Vallado e como o ritmo do ciclo da vinha marca a actividade do homem, os vinhedos, os vários tipos de plantio da vinha que integram a paisagem (cerca de 90%), dos antigos pilheiros aos vários tipos de socalcos, patamares e vinhas ao alto, o património das castas identificadas nas vinhas velhas, os olivais, o laranjal, a horta...

    Este livro apresenta ainda o variado portfolio de vinhos DOC Douro e Porto da Quinta do Vallado, em que se destacam as preciosidades “Vallado Adelaide Tributa Porto muito velho”, datado de 1866, comemorativo do bi-centenário do nascimento de D. Antónia e o mais recentemente engarrafado “Quinta do Vallado ABF 1888”, provenientes de vinhas pré-filoxera. Este último é o objecto de interessantes e detalhadas análises de prova, da autoria de várias personalidades ligadas ao mundo do vinho, João Paulo Martins, João Pires e Justin Leone.

    Do prefácio, por António Barreto:

"A Quinta é certamente o local mágico do Douro. Talvez a realidade essêncial desta maravilhosa região. O lugar certo com espírito, onde se encontram a natureza, a história, o trabalho, os homens e o vinho.".



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