segunda-feira, 4 de maio de 2015

The 2012 Vintage Port (Single Quinta Vintage Port or non classic vintage vs. Classic vintage Port)

 Quinta do Passadouro, Pinhão river Valley (upper Corgo sub-region)  © HSM archives

 
We still have present the enthusiasm generated by the extraordinary, consensual and historical 2011 harvest, the wider vintage declaration ever, when some producers have decided to declare 2012 vintage year:

  • Barão de Vilar 2012 Vintage Port (Barão de Vilar Vinhos)
  • Barros Porto Quinta da Galeira Vintage 2012 (Sogevinus Fine Wines)
  • Borges 2012 Soalheira Vintage Port (Sociedade dos Vinhos Borges)
  • Bulas Port Vintage 2012 (Bulas Family Estates)
  • Burmester Quinta de Arnozelo Vintage Porto 2012 (Sogevinus Fine Wines)
  • Calém Vintage Porto 2012 (Sogevinus Fine Wines) 
  • Churchill's Quinta da Gricha Vintage Port 2012 (Churchill Graham)
  • Cottas Vintage 2012 Port (Quinta de Cottas, Lda.)
  • Croft Quinta da Roêda Vintage Port 2012 (The Fladgate Partnership/Quinta and Vineyard Bottlers, Vinhos)
  • Dalva 2012 Vintage Porto (C. da Silva Vinhos)
  • Dow´s Quinta da Senhora da Ribeira 2012 Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos)
  • Duorum 2012 Vintage Vinha de Castelo Melhor Port (Duorum Vinhos)
  • Fonseca Guimaraens Vintage Port 2012 (The Fladgate Partnership/Quinta and Vineyard Bottlers, Vinhos)
  • Gran Cruz Porto Vintage 2012 (Gran Cruz Porto)
  • Kopke Quinta de São Luiz Vintage Porto 2012 (Sogevinus Fine Wines)
  • Maynard's Vintage 2012 Porto (Barão de Vilar Vinhos)
  • Pacheca Vintage Port 2012 (Quinta da Pacheca, Sociedade Agrícola e Turística)
  • Quinta da Costa das Aguaneiras Porto Vintage 2012 (Quinta da Costa das Aguaneiras, Casa de Mateus)
  • Quinta da Gaivosa Porto Vintage 2012 (Domingos Alves de Sousa)
  • Quinta da Revolta Vintage Port 2012 (Veredas Douro, Soc. Agrícola)
  • Quinta das Carvalhas Porto Vintage 2012 (Real Companhia Velha)
  • Quinta das Lamelas Vintage 2012 Porto (José António da Fonseca Augusto Guedes, Lda.)
  • Quinta de La Rosa Vintage Port 2012 (Sophia Bergqvist, Quinta de La Rosa)
  • Quinta de Ventozelo Porto Vintage 2012 (Gran Cruz Porto)
  • Quinta do Estanho Porto Vintage 2012 (Quinta do Estanho)
  • Quinta do Javali Vintage Port 2012 (Sociedade Agrícola Quinta do Javali)
  • Quinta do Noval 2012 Vintage Port (Quinta do Noval, Vinhos)
  • Quinta do Pessegueiro Porto Vintage 2012 (Quinta do Pessegueiro, Soc. Agrícola e Comercial, Lda.)
  • Quinta do Vale Meão Vintage Port 2012 (F. Olazabal & Filhos)
  • Quinta do Vesúvio Vintage Port 2012 (Symington Family Estates, Vinhos)
  • Quinta Maria Izabel Vintage Port 2012 (Quinta Maria Izabel)
  • Quinta Seara D´Ordens Porto Vintage 2012 (Sociedade Agrícola Quinta Seara D´Ordens)
  • Quinta Vale D. Maria "The Dutch Blend" 2012 Vintage Porto (Lemos & Van Zeller, Lda.)
  • Real Companhia Velha 2012 Vintage Port (Real Companhia Velha)
  • Rozès Vintage 2012 Porto (Rozès)
  • S.J Vintage Port Single Quinta 2012 (Quinta de S. José, João Brito e Cunha, Lda.)
  • Taylor´s Vargellas Vintage Port 2012 (The Fladgate Partnership/Quinta and Vineyard Bottlers, Vinhos)
  • Vallado Adelaide Vintage Port 2012 (Quinta do Vallado - Sociedade Agrícola)
  • Vista Alegre Porto Vintage 2012 (Vallegre, Vinhos do Porto)
  • VZ 2012 Vintage Porto (Lemos & Van Zeller, Lda.)
     In fact this recent decision taken by some Port wine companies represents a non-classic vintage declaration, the origin of vintage Port wines bottled and marketed with the producer´s second label or second brand and also called Single Quinta Vintage Port . We must point out that to declare a vintage in 2012, precisely the year following the huge success of the 2011 harvest, it´s a risky decision

     But then let's take a look at the main characteristics of this Port wine family.
   We are currently witnessing that vintage Port is produced almost every year, at least by some Port wine companies, which marks a quality increase in this type of Port wines that is unanimously recognized and that it´s also a consequence of the winemaking techniques evolution and modernization that occurred in recent decades.

     We must remember that vintage Port wines are always excellent quality and very rare wines (that represent a small percentage of the total Port wine production) that, as a rule, are produced or declared just and on average 3 times per decade. The classical vintages, for which there is a more or less comprehensive natural consensuality on the quality, are bottled and presented with the main label or the main brand of the producing company. See, however, as an illustrative example of an exception to this rule, the recent 2009 vintage, for which there was no such general consensuality, but there were firms that not only declared vintage year, but bottled and presented the wine with the main label of the Port house (the following cases are: Croft, Taylor's, Fonseca, Niepoort and Warre's).

    Nevertheless, there are other years or other vintages where producers who intimately know the characteristics of their terroir and its vineyards (and also of its grape suppliers) and followed the production cycle throughout the year, come to the conclusion that the harvest and the wine are of high quality, although do not reach the quality standard considered for the classic vintages.
    In these situations, there is the option for a non classic vintage declaration, also named a Single Quinta Vintage Port (SQVP) where the wine is bottled, as we wrote above, with the producers second brand or second label.

    As a rule, these wines indicate on the label the designation "Quinta", which indicates the "Quinta" name where the grapes where produced. By comparison a classic vintage indicates on the label the producer´s designation.
    Here too there are exceptions, for those non classic vintages that are not identified with the "Quinta" name on the label, such as "Fonseca Guimaraens Vintage" or "Malvedos Vintage", and even cases of producers bottlers where the mention "Quinta" is always present on the label, whether it´s a SQVP or a classic vintage, as the following examples: " Quinta do Meão "," Quinta Vale Dona Maria, "" Quinta do Passadouro "," Quinta de la Rosa" and "Quinta do Vesúvio".

    The SQVP should not be understood as a lower quality vintage Port because, in fact, is a top quality Port wine.
    It should be also noted that the entity responsible for approving vintage Port wines, the IVDP (The Douro and Port Wine Institute), has exactly the same procedure for both categories of vintage Port we are dealing with, so to say that vintage declaration or not is a decision of the sole and exclusive responsibility of the producer, considering a particular harvest, with high quality grapes of which the best were selected, according to their experience and knowledge. After the harvest, the evolution of these superior quality wines with potential for vintage Port is accompanied to the vintage declaration decision, that should be taken after the submission and approval of the wine sample by the IVDP (between January and the end of September of the 2nd year after the harvest).

    The SQVP is a solution found to solve the problem of harmonizing the marketing of high-quality wines and the vulgarization risk of the vintage category of port, where the producer's prestige is always involved.
    The SQVP also represents a great advantage for the consumer, because they usually have lower prices , there is a large price difference when compared to a classic vintage. It is always a great wine for a considerably lower cost, and this lower cost does not mean lower quality.

     We can point out the following main specific characteristics;
  1. They are less longevity wines, they are drinkable sooner and are more easier to taste, that represente the so called "medium term vintages" and that do not need so much time in the winecellar and even some young wines allow a good tating. They are generally less robust and fresher, when compared to classic vintages.
  2. They have a more obvious and sharper elegance;
  3. Some are less tannic and with soft tannins;
  4. They are concentrated wines, full-bodied and inky, with a dark purple color;
(please send further relevant information to: ptopwine@gmail.com)


O Porto Vintage 2012 
  (Single Quinta Vintage Port (SQVP) ou vintage não clássico vs. vintage clássico)

    Temos ainda presente o entusiasmo gerado pela extraordinária, consensual e histórica colheita de 2011, a declaração vintage mais alargada de sempre, quando algumas casas produtoras tomaram a decisão de declarar vintage no ano de 2012:
·         
Na realidade esta recente decisão assumida por alguns produtores trata-se de uma declaração vintage não clássica, na origem de vinhos do Porto vintage engarrafados e comercializados com o 2.º rótulo ou 2.ª marca da casa produtora ou também denominados Single Quinta Vintage Port. Refira-se que declarar um vintage em 2012, precisamente no ano imediato ao sucesso da colheita de 2011, não deixa de ser uma decisão arriscada.

Mas vejamos então as principais características desta família de vinhos do Porto.
Assistimos actualmente, a vintages produzidos quase todos os anos, pelo menos, por alguns produtores, o que assinala um aumento da qualidade dos vinhos do Porto desta categoria, reconhecida unanimemente que é também uma consequência da evolução das técnicas de vinificação ocorridas nas últimas décadas.
Recordamos que os vinhos do Porto vintage são sempre um produto raro (corresponde sempre a uma pequena percentagem da produção total de vinho do Porto) de excelente qualidade que, por regra, é produzido ou declarado apenas e em média 3 vezes em cada década. Nas colheitas clássicas, em que existe uma consensualidade natural mais ou menos abrangente quanto à qualidade do vinho, os vintages são apresentados com a principal marca ou o principal rótulo da firma produtora. Veja-se, no entanto, como exemplo ilustrativo de uma excepção a esta regra a recente colheita de 2009, em que não houve a tal consensualidade geral de que falamos, mas houve firmas que não só declararam ano vintage, mas engarrafaram e apresentaram o vinho com o principal rótulo da Casa (são os seguintes casos: Croft, Taylor´s, Fonseca, Niepoort e Warre´s).
Todavia, existem outros anos ou outras colheitas em que os produtores, que conhecem intimamente as características dos seus terrenos e das suas vinhas (e dos seus fornecedores) e acompanharam o ciclo produtivo ao longo de todo o ano, chegam à conclusão que a colheita e o vinho são de alta qualidade, apesar de não atingirem o padrão qualitativo considerado para os vintages clássicos.
Nestas situações, surge então a opção por uma declaração vintage que está na origem a vintages não clássicos ou single quinta vintage ports (SQVP), em que o vinho é engarrafado com a 2.ª marca ou o 2.º rótulo da casa produtora.
Como regra, estes vinhos apresentam no rótulo a designação “Quinta”, que indica o nome da quinta onde foram produzidas as uvas a partir das quais foi produzido. Um vintage clássico apresenta no rótulo a designação da casa produtora.
Também aqui existem excepções constituídas por vintages não clássicos que não são identificados com o nome da “Quinta” rótulo, como por exemplo, “Fonseca Guimaraens Vintage ” ou “Malvedos Vintage”, e ainda os casos dos produtores engarrafadores que referem sempre o nome “Quinta” no rótulo, quer se trate de SQVP ou vintage clássico, como são exemplos, “Quinta do Vale Meão”, “Quinta Vale D. Maria”, “Quinta do Passadouro”, “Quinta de La Rosa”, “Quinto do Vesúvio”.
O SQVP não deve ser entendido como um vintage de qualidade menor, porque, de facto, é um vinho do Porto de qualidade superior.
Refira-se também que na entidade responsável pela aprovação dos vinhos do Porto vintage, o IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto), o procedimento é exactamente o mesmo para as duas categorias de Porto vintage que estamos a tratar, o mesmo será dizer que a declaração ou não é uma decisão da única e exclusiva responsabilidade do produtor que, em determinada colheita, com uvas de grande qualidade, das quais selecionou as melhores para os lotes, de acordo com a sua experiência e conhecimento. Após a vindima, a evolução destes vinhos com potencial qualidade para vintage é acompanhada para a decisão de declaração que deve ser tomada depois da submissão e aprovação da amostra pelo IVDP (entre Janeiro e fim de Setembro do 2.º ano após a colheita).
O SQVP é uma solução encontrada para resolver o problema de harmonizar a comercialização de vinhos de grande qualidade e a vulgarização desta categoria de vinho do Porto, em que o prestigio do produtor está sempre envolvido.
O SQVP representam uma óptima vantagem para o consumidor, desde logo porque normalmente são vinhos mais económicos, com uma diferença de preço grande quando comparado com um vintage clássico. É sempre um excelente vinho por um custo consideravelmente menor, sendo que este custo mais baixo não significa uma qualidade inferior ao vintage clássico.

Como características especificas apontam-se as seguintes:
  1. São vinhos com  menor longevidade, bebíveis mais cedo e com maior facilidade de prova, são os chamados "vintages de médio prazo", que não precisam de tanto tempo em cave e alguns permitem mesmo boa prova quando novos. São, regra geral, menos robustos, mais frescos e elegantes, quando os comparamos com os vintages clássicos;
  2. Têm uma elegância mais evidente e mais acentuada;
  3. São vinhos concentrados, encorpados e retintos, com uma côr púrpura escura.

(agradeço desde já qualquer informação complementar para: ptopwine@gmail.com)

(Rev. 03/2018)

©Hugo Sousa Machado

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

The Port library News (.3) The Douro revisited: Douro, River, People and Wine



 ©HSM archives
    
    The book "Douro River People and Wine" by Antonio Barreto, officially presented at the end of last year, at the IVDP in Oporto, is a revised, updated and expanded edition of  the previous issues published in the nineties of the last century by "Inapa" publisher and sold out long ago (photo below).

    It is a must book for any serious library dedicated to the Douro region and Port wine and is a valuable and indispensable contribution to the understanding and knowledge of the Douro region, its geography, landscape, the "Quintas", people, wine companies, social, cultural, technological and oenological changes over the last 20 years, which are the most extraordinary wine region in the world.

  This edition, available only in Portuguese, includes a set of 230 photographs, many unpublished and others are the author´s photos, who has been photographing the Douro almost for forty years and others of his private collection of photographs of the region, taken by great photographers who visited the Douro from mid-century. XIX.

   The book presentation allows a reflection on the rapid alterations and major changes in the Douro over the last 20 to 30 years (approximately since the last edition of the book), we might call it the "new Douro" or "Douro renewal movement "which we could help define briefly with the following main features:

1. The appearance of the wine DOC Douro table wine, with great success and with international recognized quality wines. In fact, this type of wine is very recent in the history of the region, it began to emerge over the last 20-30 years. Before there were few Douro table wines, as exemplified by the iconic "Barca Velha" and the Real Companhia Velha wines ("Evel", "Grandjó" and "Porca de Murça").

2. The emergence of a new genaration of producers, with other values and other ambitions, with more "world", as exemplified by the "Douro Boys" (Quinta do Vallado, Quinta do Crasto, Quinta Vale D. Maria, Quinta Vale Meão, Niepoort) Port wine and Douro DOC wine producers, which together internationally promote their wines and renewed the interest in the Douro table wines.

3. There´s a phenomenon of concentration of Port wine business in large groups (Symington Family Estates, Sogrape, Sogevinus, Porto Cruz, Fladgate Partnership) with the consequent gradual disappearance of the family companies, as well as a growing foreign investment in the region.

4. In addition and as a counterpoint to large groups we can point out the emergence of small producers-bottlers, headquartered in the Douro who are commited in the production of both types of wine, Porto (single quinta vintage Port wines, in the strict sense of this wine style) and DOC Douro (some examples are;  Wine & Soul - Pintas, Quinta do Passadouro, Conceito wines, Duorum, Lavradores de Feitoria, Morgadio da Calçada, Rui Madeira wines - Castelo D´Alba).

5. On the side of the Douro small winemakers, we may point out the constant fall in the value of the grapes, which are the main crop.



    The inspiring words of the author, Antonio Barreto, at the book presentation:

"Port wine is certainly the single most important contribution of Portugal to the history of humanity.".

"No Portuguese product is as well known in the world, for so many decades, centuries and I hope it does not change anything important, on the contrary, maintain, develop, but keep the essential features. ".

"Half of the book are photographs, 40 years of the author's photos and over 100 years of heritage photographs. I think that is seen through the evolution of photography, the work of the people, how people were organized in the vineyard, and in the wine production, the very configuration of the terraces and vineyards, I think you realize that the Douro is undergoing important and accelerated changes. ".

©HSM archives
 
Notícias da Biblioteca (.3) O Douro revisitado: Douro, Rio, Gente e Vinho

    O livro "Douro, Rio, Gente e Vinho", de António Barreto, apresentado oficialmente no final do ano passado, no IVDP, no Porto, é uma versão revista, actualizada e aumentada, das edições publicadas nos anos noventa pela editora Inapa e esgotadas há muito tempo (fotografia em baixo).

    É um livro imprescindível em qualquer biblioteca séria dedicada ao Douro e vinho do Porto e que constitui uma valiosa e indispensável contribuição para a compreensão e o conhecimento da região do Douro, da sua geografia, da paisagem, das quintas, das pessoas, das empresas, das mudanças sociais, culturais, tecnológicas e enológicas, dos últimos 20 anos e que constituem a mais extraordinária região vinícola do mundo.

   Esta edição, disponível apenas em português, incluí um conjunto de 230 fotografias, muitas inéditas e outras do próprio autor, que fotografa o Douro há quase quarenta anos e outras da sua colecção particular de fotografias da região, de grandes fotógrafos que passaram pelo Douro desde meados do séc. XIX.

    A apresentação deste livro permitiu uma reflexão sobre as rápidas alterações ocorridas e as grandes mudanças nesta região nos últimos 20 a 30 anos (aproximadamente desde a última edição do livro), a que poderíamos chamar o "novo Douro" ou "movimento de renovação do Douro", que resumidamente poderíamos ajudar a definir com as seguintes características principais:

1. O aparecimento do vinho DOC Douro de mesa, com grande sucesso e com vinhos de qualidade reconhecidamente internacional. De facto, este tipo de vinho é muito recente na história da região, começaram a surgir desde há 20 - 30 anos. Antes existiam poucos vinhos tranquilos, de que são exemplo o icónico "Barca Velha", os vinhos da Real Companhia Velha (Evel, Grandjó e Porca de Murça).

2. O aparecimento de uma nova geração de produtores, com outros valores e outras ambições, com mais "mundo", de que é exemplo os "Douro Boys" (Quinta do Vallado, Quinta do Crasto, Quinta Vale D. Maria, Quinta Vale Meão, Niepoort), produtores de vinho do Porto e Douro DOC, que promovem internacionalmente em conjunto os seus vinhos e que renovaram o interesse nos vinhos tranquilos do Douro.

3. Para além de assistirmos a um investimento estrangeiro crescente na região, há um fenómeno de concentração do negócio do vinho do Porto em grandes grupos (Symington Family Estates, Sogrape, Sogevinus, Porto Cruz, Fladegate Partnership) com o consequente progressivo desaparecimento das empresas familiares.

4. Paralelamente e como contraponto aos grandes grupos, assiste-se também ao aparecimento de pequenos produtores engarrafadores, sediados no Douro e que se empenham na produção dos dois tipos de vinho, do Porto (produtores de Porto vintage single quinta, no rigoroso sentido deste estilo de vinho) e DOC Douro (alguns exemplos, Wine & Soul, Quinta do Passadouro, Conceito Vinhos, Duorum, Lavradores de Feitoria, Morgadio da Calçada, Rui Roboredo Madeira Vinhos).

5. Do lado dos pequenos viticultores durienses, apontamos a constante quebra no valor das uvas, que são a principal cultura.

    Ainda as palavras inspiradoras do autor, António Barreto, na apresentação do livro:

"O vinho do Porto é certamente o mais importante contributo singular de Portugal para a história da humanidade.

“Nenhum produto português é tão conhecido no Mundo, durante tantas décadas, tantos séculos e espero que não alterem nada importante no vinho do Porto, pelo contrário, mantenham, desenvolvam, mas mantenham as características essências.".

"Metade do livro é fotografia, 40 anos de fotografia do autor e mais de 100 anos de fotografias de património. Penso que se vê através da evolução da fotografia, do trabalho das pessoas, de como as pessoas estavam organizadas na vinha, da produção do vinho, da própria configuração dos socalcos e dos vinhedos, acho que se percebe que o Douro está em mudanças importantes e aceleradas.".


©Hugo Sousa Machado



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

The Season´s Port Wine: Burmester 40 years old "Tordiz" Tawny Port



   Burmester 40 years old Tawny Port  © HSM archives    
     

      For an exceptional season, an exceptional Port wine.
    The end of December to the new year´s eve is always a very special season to the world of Port wine and to confirm the importance given by consumers (I´am thinking about the Portuguese market), just remember that the port wine producers have about 30% of the annual sales (and billing), around Christmas and new Year.


    My choice was the Burmester 40 years "Tordiz" Tawny Port (bottled in 1991).

   First, the definitions: a 40 years old Tawny Port is a red port wine, a blend, with the indication of age and aged in wood. It is the result of a combination of wines, a blend of wines, the so-called blending art. And a blend can include 10 to 15 different wines but in the case of the 40 years old tawny, these wines are always older than 40 years, as the label description clearly states "over 40 years old" (could also include the designation "muito velho" or "very old").
    For other tawny ports with indication of age(10, 20, 30 years), the age indicated reflects the average age of the wines included in the final blend, that reflects the profile of each house (so, for example, the blend of a Tawny 10 years, may include a 8 years old wine and a 14 years old wine ...). These wines can be labeled "velho" or "old".
    The idea of ageing a Tawny Port wine in wood casks, is not to imbue the wine with the taste of wood, but rather to allow oxygenation and oxidation.

     The wines are bottled ready to drink, the wine does not improve with the years in bottle.

    The Tawny Port with indication of age bottle labels (or back labels) must indicate the year or date of bottling.

   These very old Tawny Port wines aged in small casks, are the art of the blend expression, perfected over the years, in this case by Burmester House. They are the quintessence of Tawny Port style (the decades of evaporation originates a high concentrated wine) and are always prepared in very small quantities.

    We can consider the Burmester house(*) as a recognized expert in colheita Port wines and old and very old tawnies, who regularly brings to market.



© HSM archives
© HSM archives






















   In the analysis of this Burmester over 40 years old "Tordiz" Tawny Port, the designation "Tordiz" refers to the confluence of the rivers "Torto" and "Mendiz" (in the Cima Corgo Douro sub-region).

    Although I'm not an expert in the wine sensory analysis, far from it, I´ll risk a trial. And my personal impressions of this Tawny 40 years are as follows:

  • Previous point: before serving, the wine should be slightly refreshed (or more accuratly: between 10ºC and 14ºC), whereas the wine quiIckly acquires the room temperature.
  • Colour: wine has a beautiful amber color or golden brown with greenish reflections (hard to tell in the photograph), which are the characteristics attributed to Port wines aged for many years in wood.

A reasonable approach to a tasting chamber table © HSM archives   


  • Aroma/nose: The aroma is very intense, rich and complex, and what the experts call the "old wine aroma", with suggestions of honey and nuts (walnuts and almonds).
  • Taste/mouth: is unctuous, you can almost chew it, very rich and full, raisin, honey and nuts flavoured.

     With a very long and intense finish.

    This is a wine that can and should be enjoyed alone, without the harmonization suggested for a wine of this style (nuts, the traditional Portuguese Christmas fruit cake called "bolo-rei/king cake" or even chocolate).

    After opening, you can  keep it easily up to 4 months (I hope that this is a purely theoretical question).


© HSM archives
                                               



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(*) Currently Burmester is included in Sogevinus group, which also includes the Kopke , Calém, Barros and Gilbert's houses.



© HSM archives


# O vinho do Porto da época: Burmester Tawny 40 anos "Tordiz"


    Para uma época excepcional, um vinho do Porto excepcional.
  A época que passou é sempre muito especial para o mundo do vinho do Porto e a confirmar a importância que é dada pelos consumidores (falo do mercado português), basta lembrar que os produtores de vinho do Porto têm cerca de 30% das vendas (e facturação) anual, na época do Natal e ano novo.
   
   A minha escolha foi o Burmester Tawny 40 anos "Tordiz" (engarrafado em 1991).

  Antes de mais, as definições: um vinho do Porto Tawny 40 anos, é um vinho do Porto tinto, de lote, com indicação da idade e envelhecido em madeira. É o resultado de uma combinação de vinhos, de um lote de vinhos, a chamada arte do lote. E um lote pode incluir 10 a 15 vinhos diferentes mas, no caso do Tawny 40 anos, esses vinhos têm sempre idades superiores a 40 anos, como a descrição do rótulo claramente informa com a designação "over 40 years old" (poderia também incluír a designação "muito velho/very old").
   No caso dos restantes tawnies com indicação de idade (10, 20, 30 anos), a idade indicada traduz a idade média dos vinhos que compõem o lote que espelha o perfil de cada casa produtora (assim, por exemplo, o lote de um  Tawny 10 anos, pode incluír um vinho com 8 anos e outro com 14 anos...). Estes vinhos podem mencionar no rótulo "velho/old".
    A ideia do envelhecimento em madeira, não é impregnar o vinho com o sabor da madeira, mas antes permitir a oxigenação e oxidação do vinho.

   São vinhos engarrafados prontos para o consumo, não envelhecem e não evoluem ou melhoram com os anos em garrafa.
   O rótulo (ou contra-rótulo) dos vinhos do Porto Tawny com indicação de idade deve indicar o ano ou data de engarrafamento.

   Os vinhos do Porto muito velhos, envelhecidos em pequenos cascos, são a expressão da arte do lote, do blending da casa produtora, aperfeiçoada ao longo dos anos, neste caso, da casa Burmester. São a quinta-essência do estilo Tawny (as décadas de evaporação conferem uma grande concentração ao vinho) e são sempre elaborados em quantidades muito reduzidas.
            
   Podemos considerar a casa Burmester (*) como especialista reconhecida em vinhos do Porto colheita e Tawnies velhos e muito velhos, que lança regularmente no mercado.
            
   Na análise deste Burmester Tawny over 40 years old "Tordiz", a designação "Tordiz", refere-se à confluência dos rios "Torto" e "Mendiz" (na sub-região do Cima Corgo).

    Apesar de não ter pretensões a especialista na análise sensorial de vinhos, longe disso, arrisco um ensaio. Aqui vai então a minha impressão pessoal deste Tawny 40 anos:

  • Ponto prévio: antes de servir, o vinho deverá ser ligeiramente refrescado (se tivermos de precisar: entre os 10ºC e os 14ºC), considerando que o vinho rapidamente adquire a temperatura ambiente.
  • Côr: o vinho tem uma bonita côr ambar ou castanho dourado, com reflexos esverdeados (difíceis de perceber na fotografia), que são a característica atribuída aos vinhos envelhecidos durante muitos anos em madeira.
  • Aroma: o aroma é muito intenso, rico e complexo, aquilo a que os especialistas chamam o aroma a "vinho velho", com sugestões de mel e frutos secos (nozes e amêndoas).
  • Sabor: é untuoso, quase que se mastiga, rico e cheio, sentem-se uvas em passa, mel e nozes.

       Com um final de boca intenso e muito longo.

     É um vinho que pode e deve ser apreciado isoladamente, sem as harmonizações sugeridas para um vinho deste estilo (frutos secos, bolo-rei, chocolate).
           
      Após a abertura, o vinho conserva-se sem dificuldade, até 4 meses (aqui, espero que se trate apenas de uma questão teórica).

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    (*) actualmente a Burmester está incluida no grupo Sogevinus, que também integra as casas Kopke, Calém, Barros e Gilbert´s.

©HSM

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Still on the 2011 Vintage Port classic declaration: the definitive list (declared Vintage Ports and Producers)


Port Wine "Unrivalled"      
© HSM archives


    Heavenly wines, a Port wine of the Gods, never have so many been so good, a vintage among the best in living memory, the best wine in the world in 2011 ...

    After all that has been said about the 2011 Vintage Port  (and we should not forget that the Vintage Port 2007 was also extraordinary and which is still available in the market for more restrained prices compared to this 2011 version), which is undoubtedly a remarkable wine, which was the widest classic vintage port statement ever, considering the number of wines approved as vintage by the IVDP, a year in which nature has been generous with perfect grapes and perfect conditions, the excellence of the harvest was unanimous among producers, winemakers and critics, is not easy to find a complete listing of vintages produced (and producers), so here it is:

  • Alves de Sousa Vintage 2011 (Domingos Alves de Sousa)
  • Andresen 2011 Vintage Port (J. H. Andresen)
  • Barão de Vilar 2011 Vintage Port (Barão de Vilar Vinhos)
  • Barros Porto Vintage 2011 (Sogevinus Fine Wines)
  • Broadbent Vintage 2011 Porto (Broadbent Wines, Ldt.)
  • Bulas Port Vintage 2011 (Bulas Family Estates)
  • Burmester Vintage Porto 2011 (Sogevinus Fine Wines)
  • Calém Vintage Porto 2011 (Sogevinus Fine Wines)
  • Capela da Quinta do Vesúvio 2011 Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos)
  • Casal dos Jordões Porto Vintage 2011 (Arlindo da Costa Pinto e Cruz, Herdeiros)
  • Casal dos Jordões Majara Porto Vintage 2011 (Arlindo da Costa Pinto e Cruz, Herdeiros)
  • Castello D'Alba Porto Vintage 2011 (Rui Roboredo Madeira Vinhos)
  • Churchill´s Vintage Port 2011 (Churchill Graham)
  • Churchill's Quinta da Gricha Vintage Port 2011 (Churchill Graham)
  • Cockburn´s Vintage Port 2011 (Symington Family Estates, Vinhos)
  • Confraria do Vinho do Porto Porto Vintage 2011 (Confraria do Vinho do Porto)
  • Coroa de Rei Vintage 2011 Porto (Manuel D. Poças Júnior, S.A.)
  • Croft Vintage Port 2011 (The Fladgate Partnership/Quinta and Vineyard Bottlers, Vinhos)
  • Cruz Porto Vintage 2011 (Gran Cruz Porto)
  • Dalva 2011 Vintage Porto (C. da Silva Vinhos)
  • Delaforce Vintage Port 2011 (Real Companhia Velha)
  • DR Port Vintage 2011 (Agri-Roncão, Vinícola)
  • Douro Boys Vintage Port 2011 (Douro Boys)
  • Dow´s 2011 Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos)
  • Duorum 2011 Vintage Port (Duorum Vinhos)
  • Fafide 2011 Vintage Port (Rui Roboredo Madeira Vinhos)
  • Ferreira Vintage Port 2011 (Sogrape Vinhos, S.A.)
  • Feuerheerd's 2011 Vintage Port (Barão de Vilar, Vinhos, S.A.)
  • Fonseca Vintage Port 2011 (The Fladgate Partnership/Quinta and Vineyard Bottlers, Vinhos)
  • Fortnum & Mason Vintage Port 2011 (Niepoort (Vinhos) S.A.)
  • Graham´s  2011 Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos)
  • Graham´s The Stone Terraces Vintage Port 2011 (Symington Family Estates, Vinhos)
  • Klassen Vintage Port 2011 (Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias, S.A.)
  • Kopke Vintage Porto 2011 (Sogevinus Fine Wines)
  • Krohn Vintage Port 2011 (Wiese & Krohn, Sucrs., Lda.)
  • Krohn Quinta do Retiro Novo Vintage Port 2011 (Wiese & Krohn, Sucrs., Lda.)
  • Maynard´s Vintage 2011 Porto (Barão de Vilar Vinhos)
  • Messias Vintage 2011 (Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias, S.A.)
  • Miguels 2011 Vintage Port (Miguels Wines)
  • Morgadio da Calçada Porto Vintage 2011 (Niepoort Vinhos)
  • Niepoort Porto Vintage 2011 (Niepoort Vinhos)
  • Niepoort Bioma Porto Vintage 2011 (Niepoort Vinhos)
  • Offley Vintage Porto Boavista 2011 (Sogrape Vinhos, S.A.)
  • Passagem Porto Vintage 2011 (Quinta das Bandeiras Vinhos)
  • Pintas Porto Vintage 2011 (Wine & Soul, Lda.)
  • Poças Vintage Porto 2011 (Manuel D. Poças Júnior Vinhos, S.A.)
  • Portal Vintage Port 2011 (Sociedade Agrícola do Portal)
  • Presidential Vintage Porto 2011 (C. da Silva Vinhos)
  • Prime's Vintage Port 2011 (Sociedade Agrícola e Comercial dos Vinhos Messias, S.A.)
  • Quarles Harris 2011 Vintage Port (Quarles Harris & Co., S.A.)
  • Quevedo Vintage Port 2011 (Vinhos Óscar Quevedo)
  • Quinta da Casa Amarela Porto Vintage 2011 (Quinta da Casa Amarela)
  • Quinta da Costa das Aguaneiras Porto Vintage 2011 (Quinta da Costa das Aguaneiras, Casa de Mateus)
  • Quinta da Eira Velha Vintage Port 2011 (The Fladgate Partnership/Quinta and Vineyard Bottlers Vinhos)
  • Quinta da Prelada Porto Vintage 2011 (Quinta da Prelada, Samuel Magalhães e Silva, Herd.)
  • Quinta da Romaneira Vintage Port 2011 (Sociedade Agrícola da Romaneira)
  • Quinta das Carvalhas Porto Vintage 2011 (Real Companhia Velha)
  • Quinta de la Rosa Vintage Port 2011 (Sophia Bergqvist, Quinta de La Rosa)
  • Quinta de Roriz 2011 Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos)
  • Quinta de Val da Figueira Porto Vintage 2011 (Alfredo Eugénio Calém Hoelzer, Herdeiros)
  • Quinta do Crasto 2011 Vintage Port (Quinta do Crasto)
  • Quinta do Grifo Vintage 2011 Porto (Rozès, S.A.)
  • Quinta Dona Matilde Vintage Port 2011 (Quinta Dona Matilde Vinhos)
  • Quinta do Infantado Porto Vintage 2011 (Quinta do Infantado)
  • Quinta do Noval 2011 Vintage Port (Quinta do Noval - Vinhos)
  • Quinta do Noval 2011 Vintage Nacional Port (Quinta do Noval - Vinhos)
  • Quinta do Passadouro Vintage Port 2011 (Quinta do Passadouro)
  • Quinta do Pégo Vintage Porto 2011 (Quinta do Pégo)
  • Quinta do Sagrado Vintage Porto 2011 (Quinta do Sagrado - Vinhos)
  • Quinta do Tedo Vintage Porto 2011 (Vincent Bouchard - Quinta do Tedo)
  • Quinta do Tedo Vintage Porto 2011 Savedra (Vincent Bouchard - Quinta do Tedo)
  • Quinta do Vale Meão Vintage Port 2011 (F. Olazabal & Filhos)
  • Quinta do Valle Longo Porto Vintage 2011 (Vallegre Vinhos do Porto)
  • Quinta do Vesúvio Vintage Port 2011 (Symington Family Estates, Vinhos)
  • Quinta dos Murças Vintage 2011 Single Quinta (Esporão)
  • Quinta Seara D´Ordens Porto Vintage 2011 (Sociedade Agrícola Quinta Seara D´Ordens)
  • Quinta Vale D. Maria 2011 Vintage Porto (Lemos & Van Zeller, Lda.)
  • Ramos Pinto Porto Vintage 2011 (Adriano Ramos Pinto, Vinhos)
  • Real Companhia Velha 2011 Vintage Port (Real Companhia Velha)
  • Romariz Vintage Porto 2011 (The Fladgate Partnership/Quinta and Vineyard Bottlers, Vinhos)
  • Royal Oporto Vintage Porto (Real Companhia Velha)
  • Rozès Vintage 2011 Porto (Rozès, S.A.)
  • Sandeman Vintage Porto 2011 (Sogrape Vinhos, S.A.)
  • Sandeman Vau 2011 Vintage Port (Sogrape Vinhos, S.A.)
  • São Pedro das Águias 2011 Vintage Port (Rozès, S.A.)
  • Senhora do Convento Porto Vintage 2011 (Sociedade de Vinhos Senhora do Convento, S. A.)
  • Skeffington Vintage Port 2011 (The Fladgate Partnership/Quinta and Vineyard Bottlers, Vinhos)
  • S.J Vintage Port Single Quinta 2011 (Quinta de S. José, João Brito e Cunha, Lda.)
  • Special Blend for the Wine Society Vintage Port 2011 (Symington Family Estates, Vinhos)
  • Smith Woodhouse 2011 Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos)
  • Taylor´s Vintage Port 2011 (The Fladgate Partnership/Quinta and Vineyard Bottlers, Vinhos)
  • Taylor's Vargellas Vinha Velha Vintage Port 2011 (The Fladgate Partneship/Quinta and Vineyard Brothers, Vinhos)
  • Vallado Adelaide Vintage Port 2011 (Quinta do Vallado - Sociedade Agrícola)
  • Vieira de Sousa Port Wine Vintage 2011 (Vieira de Sousa - Port & Douro Wines)
  • Vista Alegre Porto Vintage 2011 (Vallegre Vinhos do Porto)
  • VZ Vintage Port 2011 (Lemos & Van Zeller, Lda.)
  • Warre´s 2011 Vintage Port (Symington Family Estates, Vinhos)

   "2011 was for me, the best harvest in the Douro ever. I haven´t tasted any wine that surpassed 2011. A crop that fills with everything from the color, the shade of wine (violet hue), a very intense color and that reached its maximum this year, the intensity, the elegance and the type of scents that can feel, to the elegance and harmony of flavors.".
José Maria Soares Franco
(one of the most experienced and important Portuguese winemakers, with a nearly 40 year career, he participated in the development of several "Barca Velha" wines and was responsible for all the wines of the Douro and Port in the Ferreira house. Now, with João Portugal Ramos, he is responsible for the project "Duorum Wines", in the Upper Douro).

(please send further relevant information to: ptopwine@gmail.com)

 Graham´s 2011 vintage Port   © HSM archives
     Graham´s 2011 vintage Port  © HSM archives

   

    Vinhos celestiais, um Porto dos Deuses, nunca tantos foram tão bons, um vintage entre os melhores de que há memória, o melhor vinho produzido no mundo em 2011...


    Depois de tudo o que foi dito sobre o Porto vintage de 2011 (e não nos devemos esquecer que o Porto vintage 2007 foi também extraordinário e que ainda se encontra no mercado por preços mais comedidos quando o comparamos com o vintage 2011), que é sem dúvida um vinho memorável, no que foi a declaração clássica mais alargada de sempre, considerando o número de vinhos aprovados como "vintage", num ano em que a natureza foi generosa, com uvas e condiçlões climatéricas perfeitas, a excelência da colheita foi unânime entre os produtores e os críticos da especialidade, não é fácil encontrar uma listagem completa de todos os vintages produzidos (assim como dos produtores), pelo que aqui fica esse registo.

    "2011 foi para mim, a melhor colheita no Douro. Não provei nenhum vinho que superasse 2011. Uma colheita que enche com tudo, desde a côr, à tonalidade do vinho (tonalidade violeta), uma côr muito intensa e que atingiu o seu máximo neste ano, à intensidade aromática, à elegância e ao tipo de aromas que conseguimos sentir, até à elegância e harmonia de sabores.".
    José Maria Soares Franco
(um dos enólogos portugueses mais experientes e importantes, com quase 40 anos de carreira, participou na elaboração de vários "Barca Velha" e foi o responsável por todos os vinhos do Douro e Porto da Casa Ferreirinha. Actualmente, com João Portugal Ramos é responsável pelo projecto “Duorum Vinhos”, no Douro Superior).

(Agradeço qualquer informação complementar para o email: ptopwine@gmail.com)


© Hugo Sousa Machado